VLS Ultra Altos
Virou motivo de
gozação a explosão em Alcântara, Maranhão, do VLS, Veículo de Lançamento de
Satélites, mas onde vêem fracasso vejo oportunidade, como no diagrama chinês
que Kennedy mostrou ao mundo: CRISE = PERIGO + OPORTUNIDADE. Que fique no
perigo, sem aproveitar a oportunidade, quem quiser ser retrógrado e apavorado,
medroso. Se há uma soma zero, uma senóide + uma co-senóide, aproveite-se para
andar com o que se tiver.
Lá no Deserto de
Mojave, Califórnia. Estão estacionadas dezenas e até centenas de grandes aviões
da Boeing e outras empresas, que eles estarão doidos para se livrar, e poderiam
perfeitamente servir de plataforma de lançamento dos VLS brasileiros –
plataformas que, aliás, poderiam ser triplas e até quádruplas, conforme as
alturas pretendidas: uma grande em baixo, depois outra menor em cima, uma ainda
menor na terceira e finalmente o VLS. Para começar poderia ser um só, com o VLS
em cima do Boeing, que iria até 25 mil metros e serviria de plataforma
ELETROMAGNÉTICA (um trilho em toda a extensão, da cauda à cabine) de lançamento
do VLS que, solto, dispararia então os poucos estágios necessários.
Quanto ao motivo
para comprar os aviões velhos, seria para treinamento de pilotos e conseguir
absorção de alguma tecnologia mais modesta, já velha nas nações centrais, para
construção de aeronaves menores no Brasil, na EMBRAER. Não precisamos de
Lançadores Especiais, os Ônibus Espaciais, basta usar os aviões, que podem
descer como aviões mesmo, e enviar dúzias de satélites todos os dias, em
partes, montando-os no local, com um Veículo Circulador Mínimo onde caiba
um só astronauta indo de ponto em ponto conectando-os, ou um robô, o que seria
ainda mais simples e barato, e logo todos os programas especiais das demais
nações estariam ultrapassados.
Vitória,
segunda-feira, 01 de setembro de 2003.
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