sábado, 11 de março de 2017


VLS Ultra Altos

 

                            Virou motivo de gozação a explosão em Alcântara, Maranhão, do VLS, Veículo de Lançamento de Satélites, mas onde vêem fracasso vejo oportunidade, como no diagrama chinês que Kennedy mostrou ao mundo: CRISE = PERIGO + OPORTUNIDADE. Que fique no perigo, sem aproveitar a oportunidade, quem quiser ser retrógrado e apavorado, medroso. Se há uma soma zero, uma senóide + uma co-senóide, aproveite-se para andar com o que se tiver.

                            Lá no Deserto de Mojave, Califórnia. Estão estacionadas dezenas e até centenas de grandes aviões da Boeing e outras empresas, que eles estarão doidos para se livrar, e poderiam perfeitamente servir de plataforma de lançamento dos VLS brasileiros – plataformas que, aliás, poderiam ser triplas e até quádruplas, conforme as alturas pretendidas: uma grande em baixo, depois outra menor em cima, uma ainda menor na terceira e finalmente o VLS. Para começar poderia ser um só, com o VLS em cima do Boeing, que iria até 25 mil metros e serviria de plataforma ELETROMAGNÉTICA (um trilho em toda a extensão, da cauda à cabine) de lançamento do VLS que, solto, dispararia então os poucos estágios necessários.

                            Quanto ao motivo para comprar os aviões velhos, seria para treinamento de pilotos e conseguir absorção de alguma tecnologia mais modesta, já velha nas nações centrais, para construção de aeronaves menores no Brasil, na EMBRAER. Não precisamos de Lançadores Especiais, os Ônibus Espaciais, basta usar os aviões, que podem descer como aviões mesmo, e enviar dúzias de satélites todos os dias, em partes, montando-os no local, com um Veículo Circulador Mínimo onde caiba um só astronauta indo de ponto em ponto conectando-os, ou um robô, o que seria ainda mais simples e barato, e logo todos os programas especiais das demais nações estariam ultrapassados.

                            Vitória, segunda-feira, 01 de setembro de 2003.

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