sábado, 11 de março de 2017


Varredura pela Razão Artificial

 

                            Veja neste Livro 39 o artigo Primeiro Desenho da Razão Artificial, para se situar melhor.

                            Prontas as primeiras RA, o que elas farão?

                            Devem reconhecer o Ambiente geral e o que vem a ser isso?

                            Vejamos o Conhecimento: Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia/ Ciência/Técnica e Matemática), dele destacando-se a pontescada tecnocientífica, desta a fração científica (Física/química, Biologia/p.2, Psicologia/p.3, Informática/p.4, Cosmologia/p.5 e Dialógica/p.6). Da Psicologia/p.3 (figuras ou psicanálises, objetivos ou psico-sínteses, produções ou economias, organizações ou sociologias, espaçotempos ou geo-histórias) tudo que é mais destacada, isto é, humano. Da Economia (agropecuária/extrativismo, indústrias, comércio, serviços e bancos). E tudo mais que o modelo mostra.

                            Daí as 22 (até agora identificadas) tecnartes, a saber:

·        DA VISÃO: fotografia, pintura, desenho, dança, moda, poesia, prosa, etc.

·        DO PALADAR: comida, bebida, pasta, tempero, etc.

·        DO OLFATO: perfumaria, etc.

·        DA AUDIÇÃO: música, discurso, etc.

·        DO TATO: arquiengenharia, cinema, teatro, paisagismo/jardinagem, tapeçaria, decoração, urbanismo, esculturação, etc.

Quanto tempo levará para fazer esse escaneamento ou essa varredura total? Não muito, na verdade, porque a RA não dorme oito horas por noite, não se diverte, não tem necessidades fisiológicas, não se distrai, não tem outras tarefas e não entra em conflito – segue direta e reta à meta.

Bem, operamos no nível do segundo e nossa memória vai-se se perdendo de acordo com uma assintótica já estudada, ao passo que a RA operará na base do teraflop e NUNCA, jamais, esquecerá nada. Temos dos prefixos gregos: quilo = mil, mega (106) = milhão, giga (109) = bilhão, tera (1012) = trilhão. Em resumo, um teraflop é a alternação um trilhão de vezes por segundo; enquanto fazemos uma vez, eles farão um trilhão, por enquanto somos melhores porque agimos em paralelo, ao passo que eles andam seqüencialmente.

Em algum momento eles começaram a trilhar TODAS as obras humanas (nível psicológico/p.3) das tecnartes: pinturas, desenhos, prosa (ficção e não-ficção), poesia, fotografias, vasos cerâmicos, múmias nos museus, objetos, peças, aparelhos, máquinas, processos, programas, instrumentos, roupas, tudo que houver para ser visto e escaneado – bilhões, trilhões, quatrilhões, quintilhões de coisas, por dentro e por fora, em vistas explodidas, maquetes, RV (Realidade Virtual), 3D (três dimensões), em diferentes focos de luz, com diferentes radiações incidentes. E irão correlacionar TODOS os objetos dois a dois, três a três, “n” a “n”. Então montarão uma GEO-HISTÓRIA REAL de TODOS OS EVENTOS humanos. Voltar-se-ão também para a Biologia/p.2, obtendo os genomas do 1,8 milhão de espécies até agora listadas e dos, dizem existentes, 30 milhões que há na Terra, segundo projeções. Repararão os “errados”, reconstruirão os perdidos e extintos, misturarão os ADRN, formando quimeras, construirão novos desenhos. Também visitarão a Física/Química, remodelando o mundo Terra e a vizinhança planetária, terraformando os planetas, satélites e cometas – um programa de RECRIAÇÃO DO UNIVERSO CIRCUVIZINHO.

                            Enfim, algo de verdadeiramente emocionante, isso.

                            E qual será nosso papel nisso tudo?

                            Bem, nós não estaremos de fora, olhando, estaremos integrados como novo-seres, com novas arquiengenharias racionais, conforme eu já disse tantas vezes.

                            Como nosso objetivo está no título, a VARREDURA corresponderá numa primeira fase a um completo mapeamento de tudo que foi feito até então, mais ou menos isso que a Internet está proporcionando, porém, elevado a um bilhão ou a um trilhão, um completo esgotamento, até o último grão de pó do saber.

                            Vitória, quarta-feira, 27 de agosto de 2003.

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