A Contenção e a
Explosão do Big Bang
A Grande Explosão
(Big Bang) é formidável em todos os sentidos, porque coloca a construção de
universos. A solução do modelo é dupla, quer dizer, o universo é criado e ao
mesmo tempo não é criado a partir do nada. É-o porque se não fosse haveria um
recuo infinito e sem solução. Então o nada (o nosso “nada”, em particular, foi
da ordem de 10-9 m de diâmetro) se abre em duas partes, esquerda e
direita, universo e antiuniverso. E não é, porque antes havia o espaçotempo de
modulação, de onde os universos são tirados.
Ora, se o ET de
modulação ESTÁ AÍ, está contido, ou explodiria o tempo todo, pipocando aqui e ali
em universos, inclusive dentro do nosso, chocando-se na expansão com ele. Não
vemos isso, então devemos concluir que ele está contido, o que é um problema
ainda mais formidável. O ET de modulação não fica explodindo a torto e a
direito, ele está contido e só rebenta quando o dedão de Deus aperta o botão,
digamos assim.
Então, como é que o
ET de modulação fica contido?
De vez em quando o
dedão abre o ETM virtual em duas porções e temos os acontecimentos reais, como
estes que presenciamos e tentamos compreender. Fora isso, o ETM é completamente
vazio, o maior de todos os vazios, o vácuo perfeito mesmo. Inserida a chave ele
se abre no módulo da modelação, aquela quantidade que é dada pelos limites, as
constantes de modelação, essas que conhecemos.
Fora isso, está
contido, infinitamente contido tanto no espaço quanto no tempo – não se abre
espontaneamente. Ou o que chamamos de Deus é espontâneo? Não, pois se fosse
outros universos abririam num caos tremendo e incapacitante. Ou será que o
nosso é o que não promoveu incapacitação?
Eis algumas questões
centrais.
Vitória,
quarta-feira, 10 de setembro de 2003.
Nenhum comentário:
Postar um comentário