segunda-feira, 13 de março de 2017


P.E.S.

 

                            PES é a sigla para Poderes Extra-Sensoriais. As pessoas (tantos as que acreditam quanto as que não acreditam) deveriam fazer um esforço de Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/ideologia, Ciência/Técnica e Matemática) para esclarecer definitivamente o assunto. As que acreditam devem oferecer um exemplo positivo e as que não acreditam devem continuar a oferecer contra-exemplos (o que pode durar para sempre) ou também oferecer uma demonstração de que existem (pelo que iriam passar a acreditar), mas sempre objetivamente, prendendo-se aos objetos, e não subjetivamente, confiando apenas em raciocínios.

                            Se forem EXTRA-SENSORIAIS estão além-dos-sentidos, pelo menos os tradicionais.

                            Em primeiro lugar o que chamam de sentidos considero serem sentidinterpretadores, sentidos-interepretadores externinternos, ou seja, os sentidos são objetos externos (o sistema visual, por exemplo) e os interpretadores são processos internos, no conjunto processobjetos ou programáquinas, máquinas que são os sistemas que apóiam a visão, a audição, o paladar, o tato e o olfato, e os programas que no cérebro interpretam ou condicionam os dados, isto é, constroem mapas ou cenários.

                            Daí que, para existirem, os PES devem ter, NECESSARIAMENTE, sistemas externos e interpretadores internos, quer dizer, no cérebro dos supostamente sensíveis devem existir áreas especificamente destinadas à análise dos dados (que ainda serão do mundo sensível, isto é, externo). Se há, digamos, um SEXTO SENTIDO, deve existir em paralelo um SEXTO INTERPRETADOR, julgador, que coleta, separa, encaixa, compõe e oferece quadros daquele sexto S/I. Antes ficaria muito difícil afirmar que sim ou que não, na falta de prova física, mas agora, com os escaneadores cerebrais do tipo da tomografia computadorizada, isso está mais acessível.

                            Se há um sentido da precognição ou da premonição, deve haver um S/I P, um sentidinterpretador pregonitivo ou premonitivo. No mínimo isso se traduzirá na separação de uma parte do cérebro para as tarefas. O cérebro vem do ADRN, de modo que por transferência significa também uma quantidade de genes e de moléculas MAPEÁVEIS. Antes não era possível mapear moléculas no ADRN, mas desde o Projeto Genoma Humano, sim, de modo que temos meio caminho andado.

                            Por outro lado, se os gurus podem levitar DEVE HAVER um controle cerebral, glândulas de levitação (que induzem a liberação de hormônios de levitação, etc.; não é gozação) que controlam os índices gravitacionais (e inerciais, porque sem gravidade a inércia toma conta – o corpo dispararia).

                            E assim por diante com cada uns dos PES, como considerados.

                            Sou sempre propenso a achar que a Natureza é MUITO MAIS ampla do que podemos por enquanto determinar. Raciocinar assim não apenas torna o universo mais interessante como força-nos a pensar mais e mais profundamente.

                            Creio que as investigações devem começar.

                            A forma inicial clássica de começar investigações é propor modelos dialógicos (lógico-dialéticos, de diálogo com o universo) tanto positivos quanto negativos, e depois os testes de laboratório, inclusive os cruciais (cuja negação de modo algum esgota o assunto).

                            Vitória, sexta-feira, 12 de setembro de 2003.

Nenhum comentário:

Postar um comentário