P.E.S.
PES é a sigla para
Poderes Extra-Sensoriais. As pessoas (tantos as que acreditam quanto as que não
acreditam) deveriam fazer um esforço de Conhecimento (Magia/Arte,
Teologia/Religião, Filosofia/ideologia, Ciência/Técnica e Matemática) para
esclarecer definitivamente o assunto. As que acreditam devem oferecer um
exemplo positivo e as que não acreditam devem continuar a oferecer
contra-exemplos (o que pode durar para sempre) ou também oferecer uma
demonstração de que existem (pelo que iriam passar a acreditar), mas sempre
objetivamente, prendendo-se aos objetos, e não subjetivamente, confiando apenas
em raciocínios.
Se forem
EXTRA-SENSORIAIS estão além-dos-sentidos, pelo menos os tradicionais.
Em primeiro lugar o
que chamam de sentidos considero serem sentidinterpretadores,
sentidos-interepretadores externinternos, ou seja, os sentidos são objetos
externos (o sistema visual, por exemplo) e os interpretadores são processos
internos, no conjunto processobjetos ou programáquinas, máquinas que são os sistemas
que apóiam a visão, a audição, o paladar, o tato e o olfato, e os programas que
no cérebro interpretam ou condicionam os dados, isto é, constroem mapas ou
cenários.
Daí que, para
existirem, os PES devem ter, NECESSARIAMENTE, sistemas externos e interpretadores
internos, quer dizer, no cérebro dos supostamente sensíveis devem existir áreas
especificamente
destinadas à análise dos dados (que ainda serão do mundo sensível, isto
é, externo). Se há, digamos, um SEXTO SENTIDO, deve existir em paralelo um
SEXTO INTERPRETADOR, julgador, que coleta, separa, encaixa, compõe e oferece
quadros daquele sexto S/I. Antes ficaria muito difícil afirmar que sim ou que
não, na falta de prova física, mas agora, com os escaneadores cerebrais do tipo
da tomografia computadorizada, isso está mais acessível.
Se há um sentido da
precognição ou da premonição, deve haver um S/I P, um sentidinterpretador
pregonitivo ou premonitivo. No mínimo isso se traduzirá na separação de uma
parte do cérebro para as tarefas. O cérebro vem do ADRN, de modo que por
transferência significa também uma quantidade de genes e de moléculas
MAPEÁVEIS. Antes não era possível mapear moléculas no ADRN, mas desde o Projeto
Genoma Humano, sim, de modo que temos meio caminho andado.
Por outro lado, se
os gurus podem levitar DEVE HAVER um controle cerebral, glândulas de levitação
(que induzem a liberação de hormônios de levitação, etc.; não é gozação) que
controlam os índices gravitacionais (e inerciais, porque sem gravidade a
inércia toma conta – o corpo dispararia).
E assim por diante
com cada uns dos PES, como considerados.
Sou sempre propenso
a achar que a Natureza é MUITO MAIS ampla do que podemos por enquanto
determinar. Raciocinar assim não apenas torna o universo mais interessante como
força-nos a pensar mais e mais profundamente.
Creio que as
investigações devem começar.
A forma inicial
clássica de começar investigações é propor modelos dialógicos
(lógico-dialéticos, de diálogo com o universo) tanto positivos quanto
negativos, e depois os testes de laboratório, inclusive os cruciais (cuja
negação de modo algum esgota o assunto).
Vitória,
sexta-feira, 12 de setembro de 2003.
Nenhum comentário:
Postar um comentário