Os Tormentos de Jó
Foi Gabriel quem me
chamou atenção para o conto de Jó.
Sendo Jô um dos crentes mais fiéis de
sua época, Satanás tentou Deus, pedindo-lhe campo livre para oferecer
oportunidades de rejeição ao dito personagem, ao que Deus disse que fora matar
Jó o demônio estava livre para fazer qualquer coisa com ele.
Então o diabo fez Jó perder tudo, até
os escravos (é péssimo isso de ter gente submetida, mas era uma das coisas da
época), sofrendo as maiores sevícias, assim como Ulisses, o Odisseu, sofreu
noutra era e lugar. É torcido, batido, trucidado, moído, passado no crisol, até
que em Jó quase mais nada resta, fora o desejo de morte. Não li até hoje, mas
certamente no final Jó mantém-se fiel e Deus vence a parada.
É um conto interessantíssimo e mais
ainda se usamos a Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade Signalíticas) para ler, porque Jó = T = EQUILÍBRIO =
DOR = LÍDER (se L = B), etc. Podemos pensar que os líderes devam ser de uma
qualidade especial, bastante resistentes às intempéries e que Deus usou o Diabo
como marionete para conseguir para os judeus um líder testado nas adversidades
e não apenas nas facilidades da vida, que ele tinha antes, sob proteção divina.
Dá-nos de pensar que a Natureza faça
esse tipo de coisa, quando necessita dar um salto produtivorganizativo na
coletividade, construindo então no cadinho a nova personalidade endurecida como
aço, de tal modo que essa criatura possa conduzir o povelite ou nação ou
cultura até um novo patamar de acumulação e de equilíbrio.
Assim sendo, os tormentos e as dores
de Jó não são gratuitos, tem o propósito primordial de tirar-lhe as fragilidades,
a tendência à autocondescendência, à dormência diante ausência de obstáculos.
Vitória, sexta-feira, 12 de setembro
de 2003.
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