segunda-feira, 13 de março de 2017


Os Tormentos de Jó

 

                            Foi Gabriel quem me chamou atenção para o conto de Jó.

Sendo Jô um dos crentes mais fiéis de sua época, Satanás tentou Deus, pedindo-lhe campo livre para oferecer oportunidades de rejeição ao dito personagem, ao que Deus disse que fora matar Jó o demônio estava livre para fazer qualquer coisa com ele.

Então o diabo fez Jó perder tudo, até os escravos (é péssimo isso de ter gente submetida, mas era uma das coisas da época), sofrendo as maiores sevícias, assim como Ulisses, o Odisseu, sofreu noutra era e lugar. É torcido, batido, trucidado, moído, passado no crisol, até que em Jó quase mais nada resta, fora o desejo de morte. Não li até hoje, mas certamente no final Jó mantém-se fiel e Deus vence a parada.

É um conto interessantíssimo e mais ainda se usamos a Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade Signalíticas) para ler, porque Jó = T = EQUILÍBRIO = DOR = LÍDER (se L = B), etc. Podemos pensar que os líderes devam ser de uma qualidade especial, bastante resistentes às intempéries e que Deus usou o Diabo como marionete para conseguir para os judeus um líder testado nas adversidades e não apenas nas facilidades da vida, que ele tinha antes, sob proteção divina.

Dá-nos de pensar que a Natureza faça esse tipo de coisa, quando necessita dar um salto produtivorganizativo na coletividade, construindo então no cadinho a nova personalidade endurecida como aço, de tal modo que essa criatura possa conduzir o povelite ou nação ou cultura até um novo patamar de acumulação e de equilíbrio.

Assim sendo, os tormentos e as dores de Jó não são gratuitos, tem o propósito primordial de tirar-lhe as fragilidades, a tendência à autocondescendência, à dormência diante ausência de obstáculos.

Vitória, sexta-feira, 12 de setembro de 2003.

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