sexta-feira, 10 de março de 2017


Olhando o Povelite

 

                            Tenho de prestar mais atenção ao conceito que criei de povelite ou nação, povo + elites. As elites são compostas (para o TER) de ricos (A) e médios-altos (B) e o povo de pobres (C) e miseráveis (D). Poderíamos olhar a Bandeira do Labor (operários, intelectuais, financistas, militares e burocratas), ou a Bandeira da Economia (agropecuaristas/extrativistas, industriais, comerciários, dos serviços e bancários), mas não importa aqui.

                            Olhando a separação de (2,5 + 47,5 + 47,5 + 2,5) % ideal repararíamos nos choques potenciais e reais dos pares polares de opostos/complementares, mas quero chamar a atenção para a existência nas PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos, empresas) em todos os AMBIENTES (municípios/cidades, estados, nações e mundos) desses conjuntos como elementos ou modelos de construção.

                            Evidentemente, como já referi tantas vezes, Cristo e sua postulação juntou o fosso antigo que separava os povos das elites em quase toda parte, a começar na Europa (que saiu vitoriosa na frente), mais recentemente em grande parte da Ásia, um pouco menos nas América Central e do Sul, ainda menos na África e quase nada entre os árabes, razão pela qual esses últimos povelites são mais atrasados.

                            Bem, tudo se trata de quanta consideração as elites terão pelos respectivos povos em termos de cessão de liberdade (legal ou de costumes), de transferência de processos e objetos, de programas e máquinas, de orientações sobre o viver melhor, de divertimento artístico e sexual e toda essa coisa. ENFIM, de quão respeitadoras e libertárias terão se tornado as elites, mercê da mensagem de Cristo.

                            Podemos seguir o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU (Organização das Nações Unidas) como um reflexo dessa categórica imposição duplamente milenar por Cristo. Mas me interessa muito mais saber se os representantes do povo e os das elites, seja nas câmaras de vereadores municipais/urbanas, seja nas Assembléias Legislativas, seja nos Congressos (Câmara dos Deputados e Senado) TÊM CLARO sua obrigação de PROJETAR ACORDO, afastando mansamente as tensões de separação. Se os dois blocos compreendem plenamente suas responsabilidades de afastar tranqüilamente, sem força, mas sem piedade as forças disruptoras egoístas que fazem sobrepender para um ou outro lado. SE o Jogo do Povelite é o mais equilibrado possível, dentro das circunstâncias.

                            Vitória, terça-feira, 02 de setembro de 2003.

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