segunda-feira, 13 de março de 2017


O Princípio Democrático

 

                            Democrático vem do grego e significa DEMO, povo, e CRATOS, poder, poder do povo. No modelo, onde tudo é 50/50 menos um infinitésimo que faz girar a roda, ou seja, é soma zero, povo e elites, que constituem o povelite ou nação ou cultura também deve dividir o exercício do poder meio a meio, de tal forma que o princípio de Lincoln (do povo, pelo povo, para o povo – nação vinda do povo, representada pelo povo, trabalhando pelo povo) é falho, porque exclui as elites. Não passa de uma ficção e como tal de uma mentira, mais ou menos larga e estabelecida – uma propaganda que só pode ter sido inventada pelas elites e em seu benefício.

                            O que nós queremos não é a igualdade total, porque isso significaria taxativamente não compreender a Curva do Sino ou de Gauss ou das Distribuições Estatísticas, que põe um tantinho na extrema esquerda, a massa maior no centro e um tantinho na extrema direita. No modelo simbolizei como (2,5 + 47,5 + 47,5 + 2,5) % para as classes do TER D, C, B e A, respectivamente miseráveis, pobres, médios-altos e ricos.

                            Tentar tornar iguais os desiguais é reforçar as desigualdades, pois não se podem tornar iguais homens e mulheres formalmente; nem achatar as capacidades dos mais dotados, nem elevar as de outros, a que elas faltem; nem fazer quaisquer coisas contra a Natureza. Então, a igualdade que queremos é de princípios. Um voto por cabeça está bom, mas fornecer os mesmos ensinamentos a todos, não, porque há diferentes capacidades de aprendizado (basta falar dos excepcionais). Se há os que têm deficiências é preciso que pela igualdade assimétrica eles sejam reforçados.

                            O princípio democrático é furado por natureza.

                            Dar aos que não conhecem a capacidade de decidir onde alocar as verbas de pesquisa & desenvolvimento teórico & prático é errado. O certo é sondar as carências populares e das elites, conduzindo a busca ou pesquisa para o atendimento dessas carências.

                            Assim sendo, ele deve ser revisto.

                            Por um lado, precisa parar de ser propaganda das elites para enfeixamento do poder real; por outro lado o povo precisa efetivamente ser treinado para o exercício do poder.

                            Vitória, sexta-feira, 12 de setembro de 2003.

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