segunda-feira, 13 de março de 2017


O Perigo Islâmico

 

                            No Livro 1, artigo O Horizonte de 2040, falei do perigo para os países árabes do fim do petróleo, que está mais ou menos previsto para aquela época, fora novas descobertas surpreendentes. Os árabes e os muçulmanos em geral devem rezar para que o Ocidente não descubra antes disso uma fonte alimentadora qualquer, limpa e barata, como a fusão nuclear, e barata de implementar, porque o fim se precipitaria.

                            O perigo islâmico, na primeira hora, é interno, de implosão geral, menos nos países muçulmanos do Oriente (Indonésia, Malásia, etc.) onde, não havendo petróleo, eles desenvolveram os recursos humanos de invenção na produçãorganização. Depois do colapso interno é que virá o perigo externo.

                            Bom, as elites árabes não estão fazendo o dever de casa, como já ficou dito, não estão diminuindo o fosso entre ricos e pobres, não estão investindo em educação das massas populares, não estão dinamizando as economias – tratam exclusivamente de acumular riquezas extraordinárias para as PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) das lideranças, por exemplo, no Irã os aiatolás (“homens santos” – nem tanto, como se vê). O resultado será que o 1,3 bilhão de muçulmanos saltará a 3 % de crescimento populacional em 40 anos a 4,2 bilhões de almas. Subitamente privadas da fonte de riqueza as elites certamente fugirão e o fundamentalismo redentorista surgirá em toda parte com uma fúria desconhecida até agora. Asiladas nos próprios países ocidentais onde estarão os números de sua riqueza pilhada, as elites serão substituídas por fanáticos, ainda portadores de velhas armas (mas, veja, adiantadas quatro décadas de agora) que serão acumuladas daqui até lá.

                            Depois do banquete antropofágico interno, das guerras civis dilacerantes e violentíssimas em todos os países (inclusive nos vizinhos, onde elas puderem ser induzidas), numa área que vai do Marrocos num amplo arco de latitudes e longitudes até a Malásia, passando pela Índia (então com 1,7 bilhão de indivíduos), pelo Paquistão e por Bangladesh, as lideranças lançarão a culpa no Ocidente, fatalmente, e farão nova guerra santa, um jihad universal pavoroso, o maior e mais perigoso que já houve, absolutamente devastador. Acho que você pode visualizar o resultado para a humanidade: trancamento de todas as fronteiras, uso de todas as armas (físicas, químicas, biológicas/p.2, psicológicas/p.3, informacionais/p.4, etc.), sem restrição. Não é um cenário bonito e alguém deveria, desde já, estar procurando uma solução preventiva.

                            Vitória, sexta-feira, 12 de setembro de 2003.

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