O Perigo Islâmico
No Livro 1, artigo O Horizonte de 2040, falei do perigo
para os países árabes do fim do petróleo, que está mais ou menos previsto para
aquela época, fora novas descobertas surpreendentes. Os árabes e os muçulmanos
em geral devem rezar para que o Ocidente não descubra antes disso uma fonte
alimentadora qualquer, limpa e barata, como a fusão nuclear, e barata de
implementar, porque o fim se precipitaria.
O perigo islâmico,
na primeira hora, é interno, de implosão geral, menos nos países muçulmanos do
Oriente (Indonésia, Malásia, etc.) onde, não havendo petróleo, eles
desenvolveram os recursos humanos de invenção na produçãorganização. Depois do
colapso interno é que virá o perigo externo.
Bom, as elites
árabes não estão fazendo o dever de casa, como já ficou dito, não estão
diminuindo o fosso entre ricos e pobres, não estão investindo em educação das
massas populares, não estão dinamizando as economias – tratam exclusivamente de
acumular riquezas extraordinárias para as PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos
e empresas) das lideranças, por exemplo, no Irã os aiatolás (“homens santos” –
nem tanto, como se vê). O resultado será que o 1,3 bilhão de muçulmanos saltará
a 3 % de crescimento populacional em 40 anos a 4,2 bilhões de almas. Subitamente
privadas da fonte de riqueza as elites certamente fugirão e o fundamentalismo
redentorista surgirá em toda parte com uma fúria desconhecida até agora.
Asiladas nos próprios países ocidentais onde estarão os números de sua riqueza
pilhada, as elites serão substituídas por fanáticos, ainda portadores de velhas
armas (mas, veja, adiantadas quatro décadas de agora) que serão acumuladas
daqui até lá.
Depois do banquete
antropofágico interno, das guerras civis dilacerantes e violentíssimas em todos
os países (inclusive nos vizinhos, onde elas puderem ser induzidas), numa área
que vai do Marrocos num amplo arco de latitudes e longitudes até a Malásia,
passando pela Índia (então com 1,7 bilhão de indivíduos), pelo Paquistão e por
Bangladesh, as lideranças lançarão a culpa no Ocidente, fatalmente, e farão
nova guerra santa, um jihad universal pavoroso, o maior e mais perigoso que já
houve, absolutamente devastador. Acho que você pode visualizar o resultado para
a humanidade: trancamento de todas as fronteiras, uso de todas as armas
(físicas, químicas, biológicas/p.2, psicológicas/p.3, informacionais/p.4,
etc.), sem restrição. Não é um cenário bonito e alguém deveria, desde já, estar
procurando uma solução preventiva.
Vitória,
sexta-feira, 12 de setembro de 2003.
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