O Papel do Vazio
Tal como neste
papel, onde os vazios-brancos permitem o aparecimento do significante
(denotação) donde se tirará o significado (acepção), também na construção do
pluriverso o Vazio mais geral tem essa destinação.
Vejamos as
pirâmides:
·
MICROPIRÂMIDE:
campartícula fundamental, subcampartículas, átomos, moléculas, replicadores,
células, órgãos e corpomentes;
·
MESOPIRÂMIDE:
indivíduos, famílias, grupos, empresas, municípios/cidades, estados, nações e
mundos;
·
MACROPIRÂMIDE:
planetas, sistemas estelares, constelações, galáxias, aglomerados,
superaglomerados, universos e pluriverso.
Olhe, a Terra é uma esfera-planeta de
12,7 mil km de diâmetro que gira em torno de outra esfera-estrela, o Sol, com
1,4 milhão de km de diâmetro, mas entre elas há 150 milhões de km, ou seja,
quase doze mil diâmetros terrestres, de modo que o sistema solar é basicamente
vazio. A distância do Sol à estrela (trinária) mais próxima, Próxima do
Centauro, é de 4,5 anos-luz. Plutão está a 5,9 bilhões de km do Sol, o que corresponde
a uns 187 minutos-luz, pouco mais de três horas-luz. A distância a Próxima dá
umas 12,7 mil vezes o raio do sistema solar. É vazio mesmo, pode crer.
E assim é em cada passagem, embora com
diferentes relações entre o maior e o menor, mas sempre cabendo muitos deste
naquele.
Então, o pluriverso é uma organização
de grumos colocados a grandes distâncias relativas uns dos outros, EM NÍVEIS;
como é que essas porções separadas “sabem” que constituem um sistema? Por
exemplo, os planetas sabem-no devido aos índices de gravidade, que definem
localmente uma GEOALGÉBRICA ou MATEMÁTICA SOLAR, uma dependência geométrica ou
espaço-de-configuração solar. É desse jeito para tudo. Na cadeira que estou
usando as partículas sabem que devem ficar coladas porque o eletromagnetismo
define um ESPAÇOTEMPO EM, quer dizer, uma GA material denominada “cadeira”, e
isso é um campo. Uma cola, o TENSOR GEOMÉTRICO EM mantém as partículas “no
lugar”, por assim dizer, e elas ficam sendo casas, estradas, canetas,
telefones, rádios, pessoas e o que mais existe, em cada nível.
Os físicos chamam a esses
CONFIGURADORES de “forças”. São operadores geoalgébricos, ou apenas
geométricos, pois definem geometrias ou espaçotempos próprios dos patamares
operativos. Dizem que são quatro as forças ou operadores ou definidores ou
delimitadores ou configuradores: OPERADORES gravitacional, eletromagnético,
fraco e forte. São LIGATIVOS, eles LIGAM ou geometrizam o ET de configuração
geral modo que ele se torne o ET configurado, ou seja, transforma o ET virtual
onde os universos podem ser desenhados no ET real onde UM universo especial
(digamos, este) foi realmente desenhado.
Esse desenho foi feito, como eu já
disse, com base numas tantas constantes, num LIMITE-DE-TRÂNSITO denominado
velocidade-da-luz-no-vácuo, c, e no vazio, além das colas ou tensores ou
forças. Simples, não é? Entrementes, eis minha pergunta: quanto vazio deve
existir entre um patamar e outro para tornar operacional-construível o ET real?
Quanto espaço deve separar os objetos que serão processados como processobjetos
ou programáquinas da automontagem? Em resumo, que delimitadores ou quadros
geométricos precisamos para operar os tensores? Ou vice-versa: os tensores
constroem que gêneros de vazios?
Vitória, domingo, 07 de setembro de
2003.
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