segunda-feira, 13 de março de 2017


O Papel do Vazio

 

                            Tal como neste papel, onde os vazios-brancos permitem o aparecimento do significante (denotação) donde se tirará o significado (acepção), também na construção do pluriverso o Vazio mais geral tem essa destinação.

                            Vejamos as pirâmides:

·        MICROPIRÂMIDE: campartícula fundamental, subcampartículas, átomos, moléculas, replicadores, células, órgãos e corpomentes;

·        MESOPIRÂMIDE: indivíduos, famílias, grupos, empresas, municípios/cidades, estados, nações e mundos;

·        MACROPIRÂMIDE: planetas, sistemas estelares, constelações, galáxias, aglomerados, superaglomerados, universos e pluriverso.

Olhe, a Terra é uma esfera-planeta de 12,7 mil km de diâmetro que gira em torno de outra esfera-estrela, o Sol, com 1,4 milhão de km de diâmetro, mas entre elas há 150 milhões de km, ou seja, quase doze mil diâmetros terrestres, de modo que o sistema solar é basicamente vazio. A distância do Sol à estrela (trinária) mais próxima, Próxima do Centauro, é de 4,5 anos-luz. Plutão está a 5,9 bilhões de km do Sol, o que corresponde a uns 187 minutos-luz, pouco mais de três horas-luz. A distância a Próxima dá umas 12,7 mil vezes o raio do sistema solar. É vazio mesmo, pode crer.

E assim é em cada passagem, embora com diferentes relações entre o maior e o menor, mas sempre cabendo muitos deste naquele.

Então, o pluriverso é uma organização de grumos colocados a grandes distâncias relativas uns dos outros, EM NÍVEIS; como é que essas porções separadas “sabem” que constituem um sistema? Por exemplo, os planetas sabem-no devido aos índices de gravidade, que definem localmente uma GEOALGÉBRICA ou MATEMÁTICA SOLAR, uma dependência geométrica ou espaço-de-configuração solar. É desse jeito para tudo. Na cadeira que estou usando as partículas sabem que devem ficar coladas porque o eletromagnetismo define um ESPAÇOTEMPO EM, quer dizer, uma GA material denominada “cadeira”, e isso é um campo. Uma cola, o TENSOR GEOMÉTRICO EM mantém as partículas “no lugar”, por assim dizer, e elas ficam sendo casas, estradas, canetas, telefones, rádios, pessoas e o que mais existe, em cada nível.

Os físicos chamam a esses CONFIGURADORES de “forças”. São operadores geoalgébricos, ou apenas geométricos, pois definem geometrias ou espaçotempos próprios dos patamares operativos. Dizem que são quatro as forças ou operadores ou definidores ou delimitadores ou configuradores: OPERADORES gravitacional, eletromagnético, fraco e forte. São LIGATIVOS, eles LIGAM ou geometrizam o ET de configuração geral modo que ele se torne o ET configurado, ou seja, transforma o ET virtual onde os universos podem ser desenhados no ET real onde UM universo especial (digamos, este) foi realmente desenhado.

Esse desenho foi feito, como eu já disse, com base numas tantas constantes, num LIMITE-DE-TRÂNSITO denominado velocidade-da-luz-no-vácuo, c, e no vazio, além das colas ou tensores ou forças. Simples, não é? Entrementes, eis minha pergunta: quanto vazio deve existir entre um patamar e outro para tornar operacional-construível o ET real? Quanto espaço deve separar os objetos que serão processados como processobjetos ou programáquinas da automontagem? Em resumo, que delimitadores ou quadros geométricos precisamos para operar os tensores? Ou vice-versa: os tensores constroem que gêneros de vazios?

Vitória, domingo, 07 de setembro de 2003.

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