O Mais Alto dos
Centros Dialógicos e a Pronúncia Mágica das Palavras
Vendo de cima para
baixo o Conhecimento (Matemática, Ciência/Técnica, Filosofia/Ideologia,
Teologia/Religião, Magia/Arte) e a pontescada tecnocientífica em sua seção
científica também assim posta (Dialógica/p.6, Cosmologia/p.5, Informática/p.4,
Psicologia/p.3, Biologia/p.2, Física/Química), compreenderemos que a C/T está
mais perto da matematização total, de 75 a 100 %, justamente lá na
Cosmologia/p.5 e na Dialógica/p.6, sendo esta a mistura de Lógica e Dialética,
Dialógica, a tecnarte do Diálogo do Mundo.
Os objetos deixam
progressivamente de ser inertes e fundem-se com as consciências, razão porque o
FALAR da LÍNGUA DO MUNDO já é o Em-Sí que opera, que Se Opera, a carne ou corpo
tornado Verbo, Fazer. Os tropos ou tensores infinitos que nas matrizes
infinitas permitem o funcionamento do Pluriverso são OS QUE SE FALAM. Pudessem
os de baixo colocar-se nos tropos ou tensores, poderiam certamente fazer os
objetos assumirem quaisquer feições, mesmo aqueles que julgamos impossíveis,
estando elas ainda dentro das Lei do Plano do Mundo. Ora, é justamente isso que
tentam os magos e os artistas. Eles tentam falar os tropos infinitos, mas,
sendo seres finitos, inseridos que estão na parcialidade, tendem a falhar e a
frustrar-se. Eventualmente algum espírito é mais dotado e pode tocar frações
dessas infinitudes, de maneira que vemos xamãs, feiticeiros, bruxas e bruxos
realizarem ou parecerem realizar prodígios, que pela ordem das coisas deveriam
ser e continuar sendo inacessíveis. Tais manifestações causam assombro, porque
parecem situar-se FORA DAS LEIS. De modo algum, estão dentro delas, só que
dentro de um escopo maior, que a quase generalidade desconhece ou não pode
acessar. Essa é a explicação.
São como aparelhos
melhor afinados, que podem realizar o que outros não conseguem fazer. Nem
porisso os vemos como sobrenaturais. São naturais, sim, de outra ordem de
natureza, posta um ou dois degraus acima.
Vitória,
quarta-feira, 27 de agosto de 2003.
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