O Livro
Fora as outras
análises sobre o Livro (em maiúsculas conjunto ou família ou grupo de livros, a
Editoria) que já fiz, se trata agoraqui de ver o livro como uma barreira que
permite um salto qualitativo, especialmente os didáticos. Nenhum meio (nem TV,
nem Rádio, nem Revista, nem Jornal, nem Internet) tem, NEM DE LONGE, essa
capacidade extraordinária de servir de propulsor ao leitor.
Lá está o autor como
PESSOA (indivíduo, família, grupo, empresa) ou AMBIENTE (município/cidade,
estado, nação, mundo), em todas as oportunidades de aprendizado que uma
civilização que já tem dez mil anos (desde Jericó) de continuidade cumulativa
do Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia,
Ciência/Técnica e Matemática). Lá está a Editora (como coletivo mundial de
aprendizado, já com muitos séculos de sabedoria acumulada), com tudo que ela
significa como corpo tecnartístico que prepara os livros para publicação,
sustenta sua transferência às lojas. As livrarias e o resto todo. Então, depois
de todo esse acúmulo, a experiência formidável do autor chega a nós.
Os livros todos, mas
em particular os didáticos – pois estes propõem problemas/soluções – contrapõe
alturas, que os pretendentes devem ultrapassar, pela transformação de suas
mentes. Os livros são as academias de treinamento dos músculos mentais. O
leitor deve re-pensar o que o autor pensou, atravessar os obstáculos,
re-condicionar sua mente, impor-lhe novas condições, MUITO MAIS ALTAS, de
compreensão do universo. Essa relação de transformação não foi devidamente
estudada pela Academia (ela só me dá desgostos), no sentido de contrastar
calouros e formandos, ver a distância de maturidade entre os segundos e os
primeiros.
Não admira mesmo
nada que eu tenha verdadeira rendição amorosa pelos livros e fique cada vez
mais apaixonado por eles conforme passa o tempo e eu vá pensando novas
dimensões deles, conforme se abrem à minha consciência e ao meu sentimento.
Vitória,
sexta-feira, 12 de setembro de 2003.
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