Numérica Newtoniana
No livro de John
Henry, A Revolução Científica (e as
origens da ciência moderna), Rio de Janeiro, JZE, 1998, p.62, o autor coloca, a
título de guindar a matemática newtoniana a uma dependência mais ou menos
estrita arbitrária aos mágicos mecanismos numerológicos, esta passagem, p. 61:
“O esboço complexo dá a impressão de que Newton estava convencido da
importância numerológica do número sete, e esta não é a única passagem de seus
escritos em que o número sete desempenha um papel relevante. Sua discussão
sobre as cores do espectro, tanto no primeiro artigo que enviou à Royal Society
(1675) quando na Optikis (1704), traça uma analogia precisa entre as cores e as
seis notas da oitava. Newton chegou até a afirmar que experimentos repetidos, em
que as posições das cores projetadas eram assimiladas sem folhas de papel,
mostrariam a concordância entre as distâncias assim marcadas e as posições
necessárias para transpor um monocórdio de comprimento correspondente para
produzir as notas da escala diatônica”.
Evidentemente Newton
estava certo, assim como Pitágoras antes. O medo do bizantinismo, que não é de
os maiores tenderem ao estudo dos números (o que é fundamental, vital), mas de
se perder o serviço braçal e de laboratório dos menores, levou naturalmente a
esse afastamento tão daninho, que atrasou a compreensão da UNIDADE do
Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia,
Ciência/Técnica e Matemática) por milênios. Está bem claro que uma ÚNICA MATRIZ
conduz todos os eventos. Na pontescada tecnocientífica, em particular na
pontescada científica (Física/Química, Biologia/p.2. Psicologia/p.3,
Informática/p.5, Cosmologia/p.5 e Dialógica/p.6) isso fica patentemente
manifesto.
Como coloquei no
artigo 2 do primeiro livro das posteridades, Unidade de Conceitos para a Utilidade das Superondas em Toda a Largura
do Espectro, deve haver um quadro POSITIVO, definidíssimo, envolvendo
cores, sabores, sons, paladares, olfatos, letras – pois no final de contas tudo
é FITA DE HERANÇA (por exemplo, podemos ver uma música – letra e melodia – como
sendo uma fita que toca parcialmente uma herança de alma), a montagem delas
intercambiável, isto é, músicas podem ser palatadas, sons podem controlar os
humores de pacientes, luzes podem dissolver gorduras – tudo é uma coisa só! Foi
uma tremenda ignorância afastarem os textos dito místicos de Newton, como antes
destruir a Escola Pitagórica. Uma perda de tempo. Atos criminosos.
Vitória, quinta-feira,
28 de agosto de 2003.
Nenhum comentário:
Postar um comentário