sexta-feira, 10 de março de 2017


Numérica Newtoniana

 

                            No livro de John Henry, A Revolução Científica (e as origens da ciência moderna), Rio de Janeiro, JZE, 1998, p.62, o autor coloca, a título de guindar a matemática newtoniana a uma dependência mais ou menos estrita arbitrária aos mágicos mecanismos numerológicos, esta passagem, p. 61: “O esboço complexo dá a impressão de que Newton estava convencido da importância numerológica do número sete, e esta não é a única passagem de seus escritos em que o número sete desempenha um papel relevante. Sua discussão sobre as cores do espectro, tanto no primeiro artigo que enviou à Royal Society (1675) quando na Optikis (1704), traça uma analogia precisa entre as cores e as seis notas da oitava. Newton chegou até a afirmar que experimentos repetidos, em que as posições das cores projetadas eram assimiladas sem folhas de papel, mostrariam a concordância entre as distâncias assim marcadas e as posições necessárias para transpor um monocórdio de comprimento correspondente para produzir as notas da escala diatônica”.

                            Evidentemente Newton estava certo, assim como Pitágoras antes. O medo do bizantinismo, que não é de os maiores tenderem ao estudo dos números (o que é fundamental, vital), mas de se perder o serviço braçal e de laboratório dos menores, levou naturalmente a esse afastamento tão daninho, que atrasou a compreensão da UNIDADE do Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática) por milênios. Está bem claro que uma ÚNICA MATRIZ conduz todos os eventos. Na pontescada tecnocientífica, em particular na pontescada científica (Física/Química, Biologia/p.2. Psicologia/p.3, Informática/p.5, Cosmologia/p.5 e Dialógica/p.6) isso fica patentemente manifesto.

                            Como coloquei no artigo 2 do primeiro livro das posteridades, Unidade de Conceitos para a Utilidade das Superondas em Toda a Largura do Espectro, deve haver um quadro POSITIVO, definidíssimo, envolvendo cores, sabores, sons, paladares, olfatos, letras – pois no final de contas tudo é FITA DE HERANÇA (por exemplo, podemos ver uma música – letra e melodia – como sendo uma fita que toca parcialmente uma herança de alma), a montagem delas intercambiável, isto é, músicas podem ser palatadas, sons podem controlar os humores de pacientes, luzes podem dissolver gorduras – tudo é uma coisa só! Foi uma tremenda ignorância afastarem os textos dito místicos de Newton, como antes destruir a Escola Pitagórica. Uma perda de tempo. Atos criminosos.

                            Vitória, quinta-feira, 28 de agosto de 2003.

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