quarta-feira, 15 de março de 2017


Nova TFP

 

No pré-golpe de 31 de março de 1964 as famílias saíram às ruas contra a comunização levada por João Goulart, Jango, e seus asseclas, inclusive Leonel Brizola (que fugiu vestido de mulher, depois de ter criado o Grupo dos 11). Fizeram passeatas, está na geo-história. Foi número incomparavelmente menor que o de agora, mas impressionante na época, 1964, pré-1970, quando éramos “90 milhões em ação” (agora somos os 211 milhões de 2017).

A TFP era e ainda é um grupo organizado, inicialmente mineiro, agora provavelmente mais espalhado: Tradição, Família e Propriedade.

FAMÍLIA TRADICIONAL E PROPRIEDADE

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Fui contra eles, encarnavam o ranço retrógrado.

Agora a coisa mudou radicalmente (continuo não favorecendo os extremistas), em virtude do tempo presente pós-Trump e pós-LavaJato, quando a direita alvoroçará, depois de tanto tempo (300 anos, desde os Iluministas) amortecida e calada.

Agora a direita está acossada e reagirá, o que aplaudo, não gosto nadica de acossadores.

ANALISANDO ESSA GEO-HISTÓRIA (sob a nova ótica da sublevação da direita)

TRADIÇÃO.
É a metade da realidade 50/50: metade é renovação e metade é conservação, que não pode de modo nenhum ser negada ou obscurecida. A tradição é condição de ir adiante, tanto quanto a transformação: se somente operar a perna da mudança, o corpo capotará, dará de cara no chão, entrará em colapso.
FAMÍLIA.
Esta é o núcleo da realidade do nascimento e formação inicial, incute os valores fundamentais, estrutura o indivíduo, dá-lhe a base de prosseguimento. Tentaram de todo modo, desde a década dos 1970 (estive lá, vi desde o começo, quase embarquei na onda), destruir a família nuclear de pai, mãe e filhos.
PROPRIEDADE.
Bom, em primeiro lugar a propriedade do corpomente. Em segundo, o lugar de moradia, a santidade do lar, respeitada em todos os tempos e lugares, em todas as constituições. A seguir os instrumentos de trabalho, os livros, várias coisas em várias instâncias, objetos sem os quais não se pode viver.

Poderíamos discutir muitos meses esses tópicos.

Parece, então, que eles estão certos em termos basilares. Atualizaram-se, renovaram-se, pós-contemporanizaram-se (depois de 1991), trouxeram-se às pressões do presente, preparam-se para o futuro.

Agora, de modo nenhum são retrógrados.

A reconstrução da TFP proporcionará um novo ator fortalecido pela veracidade da continuidade dos alicerces. Ela dará saltos formidáveis, com grandes adesões.

Vitória, quarta-feira, 15 de março de 2017.

GAVA.

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