Nova
TFP
No pré-golpe de 31 de março de 1964 as
famílias saíram às ruas contra a comunização levada por João Goulart, Jango, e
seus asseclas, inclusive Leonel Brizola (que fugiu vestido de mulher, depois de
ter criado o Grupo dos 11). Fizeram passeatas, está na geo-história. Foi número
incomparavelmente menor que o de agora, mas impressionante na época, 1964,
pré-1970, quando éramos “90 milhões em ação” (agora somos os 211 milhões de
2017).
A TFP era e ainda é um grupo organizado,
inicialmente mineiro, agora provavelmente mais espalhado: Tradição, Família e
Propriedade.
FAMÍLIA
TRADICIONAL E PROPRIEDADE
Fui contra eles, encarnavam o ranço retrógrado.
Agora a coisa mudou radicalmente (continuo
não favorecendo os extremistas), em virtude do tempo presente pós-Trump e
pós-LavaJato, quando a direita alvoroçará, depois de tanto tempo (300 anos,
desde os Iluministas) amortecida e calada.
Agora a direita está acossada e reagirá, o
que aplaudo, não gosto nadica de acossadores.
ANALISANDO ESSA GEO-HISTÓRIA (sob a nova ótica da
sublevação da direita)
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TRADIÇÃO.
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É a metade da realidade 50/50: metade é
renovação e metade é conservação, que não pode de modo nenhum ser negada ou
obscurecida. A tradição é condição de ir adiante, tanto quanto a transformação:
se somente operar a perna da mudança, o corpo capotará, dará de cara no chão,
entrará em colapso.
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FAMÍLIA.
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Esta é o núcleo da realidade do nascimento
e formação inicial, incute os valores fundamentais, estrutura o indivíduo,
dá-lhe a base de prosseguimento. Tentaram de todo modo, desde a década dos
1970 (estive lá, vi desde o começo, quase embarquei na onda), destruir a
família nuclear de pai, mãe e filhos.
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PROPRIEDADE.
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Bom, em primeiro lugar a propriedade do
corpomente. Em segundo, o lugar de moradia, a santidade do lar, respeitada em
todos os tempos e lugares, em todas as constituições. A seguir os
instrumentos de trabalho, os livros, várias coisas em várias instâncias, objetos
sem os quais não se pode viver.
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Poderíamos discutir muitos meses esses
tópicos.
Parece, então, que eles estão certos em
termos basilares. Atualizaram-se, renovaram-se, pós-contemporanizaram-se
(depois de 1991), trouxeram-se às pressões do presente, preparam-se para o
futuro.
Agora, de modo nenhum são retrógrados.
A reconstrução da TFP proporcionará um novo
ator fortalecido pela veracidade da continuidade dos alicerces. Ela dará saltos
formidáveis, com grandes adesões.
Vitória, quarta-feira, 15 de março de 2017.
GAVA.



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