quarta-feira, 15 de março de 2017


Me Permitindo Ser Feliz

 

Empenhado desde os 15 anos, pensando já há 48 anos, não mirei minha felicidade – com toda certeza fui imensamente feliz, tanto pelo caso quanto pelo acaso, em razão da presença orientadora de meu pai e pelo amparo de minha mãe, e proximidade de parentes e amigos e filhos -, não lhe dei importância primordial como busca autônoma. Mirei o conjunto. Faço sempre questão de lembrar que falo de mim por não poder contar coisas das vidas alheias, precisaria de autorização, seria extremamente complicado.

Então, corri, pois sempre se pode morrer.

Morrem os gordos e os magros, os altos e os baixos, os brasileiros e os estrangeiros, as mulheres e os homens, as raças todas, crianças e adultos, todos os povos do mundo – a morte é artigo amplamente distribuído, mais que o sol (luz, 12 horas), a Bandeira Elementar (ar, água, terra-solo, fogo-energia; pois até mesmo se prender a respiração o sujeito pode morrer naquele instante) e tudo mais.

A morte é amplamente assegurada.

Não dá para ter certeza, de modo nenhum, que você vai ter bastante tempo para tudo ou sequer para os projetos, porisso mirei a velocidade da expressão, botei para fora, escrevi à bessa, coloquei como alvo defender a generalidade, embora a pessoa-indivíduo seja extremamente importante, como venho frisando, é fundamental - porém o social é mais.

Agora, desde a aposentadoria em 08.07.15, dei-me folga. E desde quando vim morar em abril de 2016 aqui na Praia do Canto, Vitória, ES, refresquei mais ainda, estou levando na flauta, estou me permitindo ser tocado pela felicidade. Veja, desde mais de 15 anos estou em êxtase: como na vigília diária é preciso operar, espero a meia hora antes de dormir e fico na cama 30 minutos depois de acordar, fico paradinho, em estase, quase dormindo, em puro contato com o Altíssimo (não podemos atingi-lo se ele não nos chamar) ou pelo menos virado para ele.

Não é isso, é deixar a felicidade vir, é deixa-la bater na porta, entrar em casa, encontrar na rua e cumprimentar a alegria.

É muito bom.

Um tiquinho que tenho a meu favor é que pensei mais e agi mais em favor dos outros que de mim mesmo. Isso não é nada demais, é o que todos nós devemos fazer, afinal de contas o grupal tem em seu interior a nossa pessoa.

Fiz esse tiquinho, esse bocadinho.

Feita a migalha, dei-me folga (embora continue escrevendo).

Vitória, quarta-feira, 15 de março de 2017.

GAVA.

Nenhum comentário:

Postar um comentário