quarta-feira, 15 de março de 2017


Bairro Celular

 

Não se trata de celulares, os telefones celulares, essa onipresença pós-contemporânea e sim do bairro como uma célula.

O BAIRRO HOJE (como venho mostrando, todos estão de costas para todos e cada um – ficam de costas, as frentes das casas voltadas para as ruas; assim foi imaginado, indicando que a cultura-civilização se encaminhou por essas estradas da dissolução e do antagonismo, represa das razões e dos sentimentos)

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A fraqueza moral das cidades costa-com-costa representa a covardia ética do indivíduo, da família, do grupo e da empresa, enfim, de todos que não rejeitam o distanciamento, o ocultamento de todos e cada um. Mesmo quando os arquitetos e os urbanizadores reimaginam as cidades, elas continuam comportando esse desvio profundo.

A CÉLULA TEM UNICIDADE

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A célula tem 100 mil operadores, cada qual na sua condição de independente-parceiro, todos unidos num propósito. O bairro é muito diferente, nele todos são demasiadamente distantes, distintos, independentes no sentido ruim – as prefeituras, as governadorias, as presidências não alcançaram as possibilidades antigas e novas, nestas a telefonia universal a e Internet, sequer proporcionam ensinaprendizado escolar nas praças sobre informática e cibernética ou quaisquer assuntos.

O bairro não tem unidade e precisa disso.

Os governos precisam planejar e agir nesse sentido.

Vitória, quarta-feira, 15 de março de 2017.

GAVA.

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