Bairro Celular
Não se trata de
celulares, os telefones celulares, essa onipresença pós-contemporânea e sim do
bairro como uma célula.
O
BAIRRO HOJE
(como venho mostrando, todos estão de costas para todos e cada um – ficam de
costas, as frentes das casas voltadas para as ruas; assim foi imaginado,
indicando que a cultura-civilização se encaminhou por essas estradas da
dissolução e do antagonismo, represa das razões e dos sentimentos)
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A fraqueza moral das cidades
costa-com-costa representa a covardia ética do indivíduo, da família, do
grupo e da empresa, enfim, de todos que não rejeitam o distanciamento, o
ocultamento de todos e cada um. Mesmo quando os arquitetos e os urbanizadores
reimaginam as cidades, elas continuam comportando esse desvio profundo.
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A
CÉLULA TEM UNICIDADE
A célula tem 100 mil operadores, cada qual na
sua condição de independente-parceiro, todos unidos num propósito. O bairro é
muito diferente, nele todos são demasiadamente distantes, distintos,
independentes no sentido ruim – as prefeituras, as governadorias, as
presidências não alcançaram as possibilidades antigas e novas, nestas a
telefonia universal a e Internet, sequer proporcionam ensinaprendizado escolar
nas praças sobre informática e cibernética ou quaisquer assuntos.
O bairro não tem unidade e precisa disso.
Os governos precisam planejar e agir nesse
sentido.
Vitória, quarta-feira, 15 de março de 2017.
GAVA.


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