Mansamente
Um ônibus espacial é
enviado ao espaço e volta rotineiramente, os astronautas desembarcam (mas não
são os mesmos – são andróides, pele humana em organismo cibernético
alienígena). O ônibus também não é o mesmo. Estacionado ele envia pseudópodos
ao solo e começa a minerar e a crescer, tornando-se uma gigantesca estrutura,
alta e larga, em volta da qual começar a nascer uma floresta que vai crescendo
sistematicamente; nela aparecem seres que vão evoluindo e uma atmosfera
diferente circunda a floresta. Os seres não saem dali mas ela vai crescendo
lenta e inexoravelmente. Os cientistas ficam inicialmente encantados.
Os andróides vão
para suas casas.
Lá, plantam sementes
info-cibernéticas que vão crescendo e formando novos seres a partir dos metais
das redondezas (por exemplo, num sótão, no subsolo da casa, num galpão) que vão
se tornando cada vez mais semelhantes aos moradores da casa (percebe-se
nitidamente que suas peles ou peles sintéticas irão constituir as semelhanças
físicas – que acontecerá com os moradores?). A vizinhança toda vai sendo
tomada.
Por outro lado, a
grande estrutura que já foi o ônibus projeta esporos a grandes distâncias.
Estes recomeçam o ciclo, criando novas florestas que vão formando manchas cada
vez maiores. Animais que penetram nas florestas são reaproveitados e seus ADRN
são fundidos com o original alienígena. A coisa vai crescendo, até que lá para
frente alguém acha uma solução qualquer favorável aos humanos que dá fim à
invasão.
Isso coloca uma
versão diferente, nada agressiva dos “invasores de corpos”.
Vitória, sábado, 06
de setembro de 2003.
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