Escola do Modelo
Sinto agora que é
hora de começar a propagação do modelo por todo o universo humano, de tal
maneira que o debate intenso correlato de sua tecnocientificação seja iniciado,
havendo ou não descarte dele em algum tempo. Bom, isso exige que alguns
visualizem superficial ou de preferência profundamente os enquadramentos, com
ou sem a Rede Cognata (veja Livro 2, Rede
e Grade Signalíticas).
Esse treinamento
exige no mínimo a presença dos que desejem aprender, o que pode querer dizer
uma sucessão discipular que me é totalmente estranha, um impasse ou dilema
difícil de resolver. Devo passar aos outros, mas não me sinto particularmente
inclinado às deferências que são dadas aos “mestres”. Se houvesse um modo de
fazer a transferência ou pedagogia sem os lamentáveis acessos de superioridade
e de inferioridade de uns e outros, eu agradeceria do fundo de minha alma
quieta.
Ademais, essa
primeira abordagem impactante deve ser sucedida pela organização, quer dizer,
fazer apostilhas e livros que, condensando a matéria em formestrutura mínima,
possibilitem os saltos dos que podem saltar e o lento caminhar repetitivo dos
que sentem mais dificuldade.
Daí vem a ampliação
do círculo, que já leva consigo as fragilidades e as dissidências, quando não
aqueles fossos interpretativos que ofertam detestável autoridade aos
cismáticos. Em quarto lugar já vamos diretamente ao caos e ao noticiário
sensacionalista dos que nada sabem e muito falam, devendo neste ponto haver uma
contração firme, uma delimitação, que por sua vez gera centro carismático
castrador – um aborrecido alteamento de comitê central.
Nesta fase toda
utilidade real se perdeu, mas por outro lado nas bordas dessa quinta
circunferência de disseminação nasce verdadeiro olhar, como se pode constatar
nos estudos geo-históricos dos movimentos. Ainda que tudo isso seja aborrecido,
é fazê-lo ou ver dissolver-se a capacidade ilustrativa (desejavelmente) para
melhor do modelo. Na realidade estou em busca DAQUELA CONTESTAÇÃO, daquela
resistência – é ela que mais me agrada, desde a origem, razão de começar a
proliferação.
Ora, resta encontrar
os que queiram começar e saibam já, desde o início, a que se presta o
espalhamento.
Vitória,
quinta-feira, 11 de setembro de 2003.
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