domingo, 12 de março de 2017


Escola do Modelo

 

                            Sinto agora que é hora de começar a propagação do modelo por todo o universo humano, de tal maneira que o debate intenso correlato de sua tecnocientificação seja iniciado, havendo ou não descarte dele em algum tempo. Bom, isso exige que alguns visualizem superficial ou de preferência profundamente os enquadramentos, com ou sem a Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade Signalíticas).

                            Esse treinamento exige no mínimo a presença dos que desejem aprender, o que pode querer dizer uma sucessão discipular que me é totalmente estranha, um impasse ou dilema difícil de resolver. Devo passar aos outros, mas não me sinto particularmente inclinado às deferências que são dadas aos “mestres”. Se houvesse um modo de fazer a transferência ou pedagogia sem os lamentáveis acessos de superioridade e de inferioridade de uns e outros, eu agradeceria do fundo de minha alma quieta.

                            Ademais, essa primeira abordagem impactante deve ser sucedida pela organização, quer dizer, fazer apostilhas e livros que, condensando a matéria em formestrutura mínima, possibilitem os saltos dos que podem saltar e o lento caminhar repetitivo dos que sentem mais dificuldade.

                            Daí vem a ampliação do círculo, que já leva consigo as fragilidades e as dissidências, quando não aqueles fossos interpretativos que ofertam detestável autoridade aos cismáticos. Em quarto lugar já vamos diretamente ao caos e ao noticiário sensacionalista dos que nada sabem e muito falam, devendo neste ponto haver uma contração firme, uma delimitação, que por sua vez gera centro carismático castrador – um aborrecido alteamento de comitê central.

                            Nesta fase toda utilidade real se perdeu, mas por outro lado nas bordas dessa quinta circunferência de disseminação nasce verdadeiro olhar, como se pode constatar nos estudos geo-históricos dos movimentos. Ainda que tudo isso seja aborrecido, é fazê-lo ou ver dissolver-se a capacidade ilustrativa (desejavelmente) para melhor do modelo. Na realidade estou em busca DAQUELA CONTESTAÇÃO, daquela resistência – é ela que mais me agrada, desde a origem, razão de começar a proliferação.

                            Ora, resta encontrar os que queiram começar e saibam já, desde o início, a que se presta o espalhamento.

                            Vitória, quinta-feira, 11 de setembro de 2003.

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