quarta-feira, 15 de março de 2017


É!

 

                            A Clarice Lispector (ucraniana criada no Recife, Pernambuco, Brasil, desde os dois meses, 1925 – 1977, apenas 52 anos entre datas) dizia que a palavra mais importante da língua (portuguesa) tinha apenas uma letra: É!

                            De fato, a Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade Signalíticas) aponta que presente = PASSADO = FUTURO (se F = P), como eu já havia observado no modelo – tudo está encavalado no horizonte de simultaneidades, o horizonte de essênciexistência, tanto Deus/Natureza, Ele/Ela, ELI, quanto os racionais e tudo mais. Não existe passado fora dessa linha, nem futuro que não vá acontecer nela.

                            Isso põe uma quantidade de questões formidáveis, espantosas mesmo, como já investiguei parcialmente.

                            Põe a possibilidade de uma Matriz Pluriversal (onde nascem e morrem os universos), de ELI postado no É! “Falando” o Verbo simultaneamente em todos os pontinstantes ou geo-histórias de todos os infinitos universos, de outro gênero de viagem “no tempo” (que seria uma viagem dialógica dentro do E!) e uma nova maneira de pensimaginar O Mundo. Você pode ver que essa mulher tinha uma compreensão distinta e bem profunda das coisas. Não era “uma qualquer”, uma pessoa descartável, era mesmo aquilo que foi chamado por alguém Um Ser Real, que tem real significação para a civilização, pois abre os caminhos.

                            Não existe nenhum passado de 2,5 bilhões de anos do qual estamos separados, nem existirá um ser daqui a dois mil anos que não esteja na mesma linha do fazer que nós.

                            É, as coisas são muito mais interessantes do que pensávamos, é ou não é? Parece que é mesmo. Tá vendo, tamanho não é documento.

                            Vitória, terça-feira, 16 de setembro de 2003.

Nenhum comentário:

Postar um comentário