Clorofila
Fotovoltaica
Dyson, no livro
citado, dá uma sugestão extraordinária, p. 86: “Os sistemas fotoelétricos têm
alta eficiência, entre 10 % e 15 %, mas sua instalação e manutenção são caras.
As culturas energéticas têm baixa eficiência, em torno de 1 %, e são caras e
difíceis de colher. (...) Dois avanços técnicos tornariam isso possível.
Primeiro, poderiam ser desenvolvidas plantas que convertessem a luz do sol em
combustível com eficiência comparável à dos coletores fotovoltaicos, na faixa
de 10 %. Isso reduziria muito os custos da terra e da colheita. Segundo,
poderiam ser desenvolvidas plantas que não precisassem ser colhidas”.
Eis um caminho
verdadeiramente formidável, porque os telhados de todos os nossos edifícios
poderiam ser cobertos com as plantas que não precisassem ser colhidas, com
rendimento de 10 %. Além de proteger do sol direto a luz incidente verteria
pelos circuitos bioquímicos como foteletricidade até o uso, logo abaixo, sem
grandes perdas de transporte; e só onde fossem necessários grandes aportes de
tensão para efeitos especiais necessitaríamos de reatores de fissão e fusão e
outras formas de produzir pilhas energéticas.
Nada mais de
petróleo e gás, que geram efeito estufa, nem de tomada de grandes áreas pelas
usinas hidrelétricas (que assoreiam e causam danos ecológicos), nem de muitos
reatores de fissão (que estão ligados a perigo de vazamento, sem falar na
estocagem dos objetos tornados radiativos em minas de sal). Eis um investimento
que seria no aproveitamento de energia biológica/p.2 renovável, com remodelação
dos genomas de certas plantas, e não mais físico/química, como até agora, em
geral.
É preciso coragem
indomável para fazer uma conversão socioeconômica dessas e é justamente isso
que nós não sabemos se veremos nos governempresas.
Vitória, sábado, 13
de setembro de 2003.
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