quarta-feira, 15 de março de 2017


Clorofila Fotovoltaica

 

                            Dyson, no livro citado, dá uma sugestão extraordinária, p. 86: “Os sistemas fotoelétricos têm alta eficiência, entre 10 % e 15 %, mas sua instalação e manutenção são caras. As culturas energéticas têm baixa eficiência, em torno de 1 %, e são caras e difíceis de colher. (...) Dois avanços técnicos tornariam isso possível. Primeiro, poderiam ser desenvolvidas plantas que convertessem a luz do sol em combustível com eficiência comparável à dos coletores fotovoltaicos, na faixa de 10 %. Isso reduziria muito os custos da terra e da colheita. Segundo, poderiam ser desenvolvidas plantas que não precisassem ser colhidas”.

                            Eis um caminho verdadeiramente formidável, porque os telhados de todos os nossos edifícios poderiam ser cobertos com as plantas que não precisassem ser colhidas, com rendimento de 10 %. Além de proteger do sol direto a luz incidente verteria pelos circuitos bioquímicos como foteletricidade até o uso, logo abaixo, sem grandes perdas de transporte; e só onde fossem necessários grandes aportes de tensão para efeitos especiais necessitaríamos de reatores de fissão e fusão e outras formas de produzir pilhas energéticas.

                            Nada mais de petróleo e gás, que geram efeito estufa, nem de tomada de grandes áreas pelas usinas hidrelétricas (que assoreiam e causam danos ecológicos), nem de muitos reatores de fissão (que estão ligados a perigo de vazamento, sem falar na estocagem dos objetos tornados radiativos em minas de sal). Eis um investimento que seria no aproveitamento de energia biológica/p.2 renovável, com remodelação dos genomas de certas plantas, e não mais físico/química, como até agora, em geral.

                            É preciso coragem indomável para fazer uma conversão socioeconômica dessas e é justamente isso que nós não sabemos se veremos nos governempresas.

                            Vitória, sábado, 13 de setembro de 2003.

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