Astronomia Geométrica
Em algum ponto os
astrônomos identificaram-se com a Álgebra, do par polar oposto/complementar da
Matemática ou Geometria-Algébrica, de modo que a Geometria foi deixada de lado,
como em quase tudo. A Álgebra, como se sabe, trata de equações e de partículas,
de modo que os campos e as inequações foram abandonados.
Entre a Cosmologia,
que é a Astronomia alta, e a Astronomia, que é a Cosmologia baixa, aquela é
geométrica e esta é algébrica, de modo que falar de “astronomia geométrica” é
deboche meu. Enquanto os cosmólogos não forem capazes de reintroduzir a
geometria os insights mais produtivos não virão, porque quando miramos a Terra
ela nos aparece sozinha, particular, desvestida de seu ambiente, de sua
coletividade de índices gravitacionais (gravinerciais, na realidade) – ela
surge como um ponto, que é tratado isoladamente, sem fazer menção a seu grupo,
que é o Sistema Solar. E o SS aparece solitário também, sem projeção até a
constelação onde se insere, e assim por diante.
De fato, a
Cosmologia/p.5 e a Astronomia/X5, enquanto pares polares geo-algébricos
deveriam ser usados sempre como par, de maneira a vermos os campartículas e não
os campos ou as partículas separadas.
Nós veríamos, com a
Cosmologia/p.5, os campos gravinerciais, os conjuntos habilitados como tais,
enquanto com a Astronomia/X5 observaríamos as partículas gravinerciais, digamos
Marte, num balizamento de limite a limite, de pólo a pólo, pegando o melhor dos
dois mundos, dos dois modos de olhar, tanto do todo para a parte quanto da
parte para o todo.
Vitória, sábado, 13
de setembro de 2003.
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