terça-feira, 14 de março de 2017


Astronomia Geométrica

 

                            Em algum ponto os astrônomos identificaram-se com a Álgebra, do par polar oposto/complementar da Matemática ou Geometria-Algébrica, de modo que a Geometria foi deixada de lado, como em quase tudo. A Álgebra, como se sabe, trata de equações e de partículas, de modo que os campos e as inequações foram abandonados.

                            Entre a Cosmologia, que é a Astronomia alta, e a Astronomia, que é a Cosmologia baixa, aquela é geométrica e esta é algébrica, de modo que falar de “astronomia geométrica” é deboche meu. Enquanto os cosmólogos não forem capazes de reintroduzir a geometria os insights mais produtivos não virão, porque quando miramos a Terra ela nos aparece sozinha, particular, desvestida de seu ambiente, de sua coletividade de índices gravitacionais (gravinerciais, na realidade) – ela surge como um ponto, que é tratado isoladamente, sem fazer menção a seu grupo, que é o Sistema Solar. E o SS aparece solitário também, sem projeção até a constelação onde se insere, e assim por diante.

                            De fato, a Cosmologia/p.5 e a Astronomia/X5, enquanto pares polares geo-algébricos deveriam ser usados sempre como par, de maneira a vermos os campartículas e não os campos ou as partículas separadas.

                            Nós veríamos, com a Cosmologia/p.5, os campos gravinerciais, os conjuntos habilitados como tais, enquanto com a Astronomia/X5 observaríamos as partículas gravinerciais, digamos Marte, num balizamento de limite a limite, de pólo a pólo, pegando o melhor dos dois mundos, dos dois modos de olhar, tanto do todo para a parte quanto da parte para o todo.

                            Vitória, sábado, 13 de setembro de 2003.

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