terça-feira, 14 de março de 2017


As Facilidades Orientais

 

                            De repente comecei a pensar, faz algum tempo, na rapidez com que os orientais (Japão, China/Taiwan/Hong Kong/Macau, Coréia, restantes tigres e dragões) vem crescendo. Analisando mais detidamente vi que o Japão foi cristianizado (a primeira vez logo na chegada dos portugueses lá por 1500, a segunda na Abertura do Portos na Restauração Meiji em 1868 e a terceira com as bombas atômicas e a constituição nova de 1945, que progressivamente fecharam o fosso entre povo e elites, criando um povelite ou nação forte, que passa os benefícios do pensamento e da organização das elites ao povo). O mesmo vem acontecendo com os outros, especialmente com a China desde 1986, com o Caminho de Duas Vias, socialismo à chinesa e capitalismo à ocidental, ou seja, tolerância budista + cristianização.

                            Está bem claro, isso.

                            Agora há outro elemento que se junta (esse de definição mais antiga, mas ganhando nova importância): a homogeneidade oriental. Eles não têm brancos, negros e índios que fundir, diversos povelites ou nações que devem se constituir numa só, como nas Américas. Os asiáticos, todos amarelos, estão fundidos há milhares de anos, em grande homogeneidade. Por exemplo, no Japão só os ainos são julgados diferentes, tidos como párias isolados. Localmente são chamados Emishin ou Ezojin e contam agora com meros 12 mil, ao passo que os japoneses são 127 milhões (1/10,5 mil). Nessa proporção os povos não-brancos (ou no sentido contrário, fazendo as mesmas contas) no Brasil seriam hoje, para uma população de 175 milhões menos de 17 mil, ao passo que realmente os descendentes de japoneses são mais de 1,5 milhão, dos índios ficaram depois dos massacres 300 mil e os negros e mestiços são metade, 87,5 milhões. É preciso fundir toda essa gente, juntar concepções as mais diversas, comungar os mesmos valores, respeitar-se mutuamente, ver no distante um irmão, um próximo.

                            Os orientais não têm esses problemas para resolver, é só ir em frente. Uma vez decidido o caminho do desenvolvimento é correr rápido para diante, porque todo mundo se conhece, é tudo da mesma família, não há desconfianças. Não há grandes absorções a fazer, PORISSO É FÁCIL. Difícil mesmo é o caminho das Américas, o mais complicado do mundo, e o mais belo, porque envolve mais imaginação e pensamento, por existirem cargas muito mais terríveis de problemas a resolver, para as frações se absorverem mutuamente. Então, se tivesse de apostar, eu apostaria nos povos das Américas, em termos de soluções que serão achadas e futuros que serão conseguidos, ou seja, em termos de domínio ou aptidão na luta pela sobrevivência, para saber quem será o mais apto. Aposto sempre nas bandeiras das maiores necessidades (mulheres, negros, crianças, deficientes, os sulamericanos, etc.), pois as pessoas terão de pensimaginar mais, produzirorganizar mais, politicadministrar mais, governempresariar mais e assim por diante. TERÃO DE SE ESFORÇAR MAIS, pois há mais severidade, há mais obstáculos pela frente.

                            Talvez por aqui seja mais difícil encontrar o vo (velocidade inicial), a partida, mas depois disso será rápido, muito acelerado mesmo.

                            Vitória, quarta-feira, 17 de setembro de 2003.

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