sábado, 11 de março de 2017


A Grandeza de Asimov

 

                            Isaac Asimov era russo naturalizado americano, escritor de FC (com centenas de livros escritos, de ficção e não-ficção), doutor em bioquímica, e gosto muito dele. Escreveu um livro, A Medida do Universo, Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1985 (sobre original americano de 1983) que é delicioso e deveria ser indicado nas escolas.

                            Entrementes, há dados demais, eu acho, para configurar uma visão firme e simples do universo, tal como o modelo a oferece, de modo que acredito ser preciso refazer, mas pretendo usá-lo como base para reenquadrar as coisas.

                            AS MEDIDAS DE ASIMOV (sempre Para Cima e Para Baixo)

·        A Escada de Comprimento

·        A Escada de Área

·        A Escada de Volume

·        A Escada de Massa

·        A Escada de Densidade

·        A Escada de Pressão

·        A Escada de Tempo

·        A Escada de Velocidade

·        A Escada de Temperatura

Aí temos nove. Se reunirmos Comprimento, Área e Volume em DIMENSÕES, podemos juntar a elas Tempo, formando o espaçotempo. Massa é importante, a escala de ocupação do espaçotempo. Temos então espaço, tempo e massa, formando um primeiro grupo.

Por outro lado, ele começa de um centro, que é o ser humano, e vai subindo e descendo, ao passo que seria preferível não termos conotação antropocêntrica, nem mesmo geocêntrica (o metro). Devíamos ir desde o começo em baixo até em cima, ou ao contrário – seria mais lógico.

A escala de temperaturas deveria começar em zero Kelvin e ir subindo até as temperaturas presentes no Big Bang. As de velocidade deveriam ser frações da velocidade da luz no vácuo, c. As pressões deveriam começar por aquelas presentes no BB e descer até perto de zero. A densidade é massa/volume, e esta é a única que deveria mesmo ser antropométrica (não antropocêntrica, centrada no ser humano, e sim medindo o ser humano – até onde podemos ir ou não).

Faltou um desenho de ondas, em todo o espectro, e daquilo mais que constituem os meios de transferência de info-controle para os sentidinterpretadores humanos.

De forma que como uma homenagem a ele tentarei organizar do meu jeito, com saltos diferentes dos dele, colocando em cada caso o ser humano quando a escala passar por nós. Há muito trabalho por fazer, mas esse é tão interessante que acho que vou dedicar um tempinho.

Excluirei também os prefixos gregos e tentarei falar do patamar superior (ou inferior) em termos do inferior (ou superior), como degraus dos hólons (o conceito de Koestler, das palavras gregas HOLO, todo, e ON, parte, que denominei no modelo PARTODO ou TODOPARTE).

Vitória, terça-feira, 09 de setembro de 2003.

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