A Grandeza de Asimov
Isaac Asimov era
russo naturalizado americano, escritor de FC (com centenas de livros escritos,
de ficção e não-ficção), doutor em bioquímica, e gosto muito dele. Escreveu um
livro, A Medida do Universo, Rio de
Janeiro, Francisco Alves, 1985 (sobre original americano de 1983) que é
delicioso e deveria ser indicado nas escolas.
Entrementes, há
dados demais, eu acho, para configurar uma visão firme e simples do universo,
tal como o modelo a oferece, de modo que acredito ser preciso refazer, mas
pretendo usá-lo como base para reenquadrar as coisas.
AS MEDIDAS DE ASIMOV (sempre Para Cima e Para Baixo)
·
A
Escada de Comprimento
·
A
Escada de Área
·
A
Escada de Volume
·
A
Escada de Massa
·
A
Escada de Densidade
·
A
Escada de Pressão
·
A
Escada de Tempo
·
A
Escada de Velocidade
·
A
Escada de Temperatura
Aí temos nove. Se reunirmos
Comprimento, Área e Volume em DIMENSÕES, podemos juntar a elas Tempo, formando
o espaçotempo. Massa é importante, a escala de ocupação do espaçotempo. Temos
então espaço, tempo e massa, formando um primeiro grupo.
Por outro lado, ele começa de um
centro, que é o ser humano, e vai subindo e descendo, ao passo que seria
preferível não termos conotação antropocêntrica, nem mesmo geocêntrica (o
metro). Devíamos ir desde o começo em baixo até em cima, ou ao contrário –
seria mais lógico.
A escala de temperaturas deveria
começar em zero Kelvin e ir subindo até as temperaturas presentes no Big Bang.
As de velocidade deveriam ser frações da velocidade da luz no vácuo, c. As
pressões deveriam começar por aquelas presentes no BB e descer até perto de
zero. A densidade é massa/volume, e esta é a única que deveria mesmo ser
antropométrica (não antropocêntrica, centrada no ser humano, e sim medindo o
ser humano – até onde podemos ir ou não).
Faltou um desenho de ondas, em todo o
espectro, e daquilo mais que constituem os meios de transferência de
info-controle para os sentidinterpretadores humanos.
De forma que como uma homenagem a ele
tentarei organizar do meu jeito, com saltos diferentes dos dele, colocando em
cada caso o ser humano quando a escala passar por nós. Há muito trabalho por
fazer, mas esse é tão interessante que acho que vou dedicar um tempinho.
Excluirei também os prefixos gregos e
tentarei falar do patamar superior (ou inferior) em termos do inferior (ou
superior), como degraus dos hólons (o conceito de Koestler, das palavras gregas
HOLO, todo, e ON, parte, que denominei no modelo PARTODO ou TODOPARTE).
Vitória, terça-feira, 09 de setembro
de 2003.
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