terça-feira, 14 de março de 2017


Verdadeiro Prazer

 

Nesses 48 anos pensando, como já contei, as coisas se separaram nos pares polares oposto-complementares e nas tríades, as soluções deles, tradicionalmente em Hegel tese-antítese e síntese, na revolução francesa esquerda-direita e, digo, CENTRO, que é subsistente frente às variações extremistas.

ASSIM

Yin.
T = TAO = EQUILÍBRIO.
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Yang.
Esquerda.
Centro.
Direita.
Tese.
Síntese.
Antítese.
Posto.
Soma, par.
Oposto.
Atar.
Ser.
Ter.

Como já vimos também, o orgulho (beleza, fama, poder, riqueza) e a inveja são daninhos: podem eles ser fonte de gozos reais?

Já vimos igualmente que o Dicionário do Bem, de Deus, se opõe ao Dicionário do Mal, da Natura. Digo que só o Bem proporciona a completude do EU-MESMO, da totalidade que é o ser, e é trilhar seus caminhos que proporciona o verdadeiro prazer porque promove a intensidade integrativa do indivíduo. Nem o sexo faz isso, pois é prazer-dependente, depende de outrem, a falta desse outrem mergulha o pedinte no abismo da negação. O verdadeiro prazer é interno, mas não egoísta, compraz-se na maioridade que é fazer pelo ambiente e pelo outro-ser.

O apossamento - pelo falso prazer - sempre está com medo de perder, promove o vazio interior, como na posse do orgulho. Alguém pode pensar que a beleza, não, por ser próprio do ser (a mulher bela parece não depender de ninguém), porém ela depende de elogios, de reconhecimentos, assim como está explicitado na fama, que é o espalhamento do conhecimento do indivíduo ou família; ou no poder, inclusive o de “poder podar” (como diz João Nogueira na música), de incutir medo no próximo; ou na riqueza,            que visa dependência.

O verdadeiro prazer deleita-se com a internação da satisfação e a quietude, não busca propaganda, ele se queima na chama do amor por Deus, não no uso dos terminais nervosos e na retroalimentação sensorial-racional na Natureza, nas overdores das 26 tecnartes, na extrema angústia que é sempre querer mais.

Posso dizer que grande percentual da humanidade passou ao largo do deleite autêntico, nunca o conheceu.

Vitória, terça-feira, 14 de março de 2017.

GAVA.

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