terça-feira, 14 de março de 2017


Ultrapassamento Científico

 

                            Como é que se dão as condições de ultrapassagem em qualquer área, seja do Conhecimento (Magia-Arte, Teologia-Religião, Filosofia-Ideologia, Ciência-Técnica e Matemática), seja da produçãorganização? Queremos aqui uma resposta completa, a mais ampla possível, que valha realmente PARA TUDO.

                            Bem, devemos começar por definir o que seja ultrapassar, passar além. Mas deve ser uma única vez, sendo a seguir re-ultrapassado, ou para sempre? Importa a velocidade de ultrapassamento ou não? É geral ou específico? Todas as perguntas poderiam ser feitas, mas o essencial é saber dessa passagem.

                            A Ciência (Física-Química, Biologia-p.2, Psicologia-p.3, Informática-p.4, Cosmologia-p.5 e Dialógica-p.6) e a Técnica (Engenharia-X1, Medicina-X2, Psiquiatria-X3, Cibernética-X4, Astronomia-X5 e Discursiva-X6) compreendem muitas frentes, tanto práticas (de campo ou de laboratório, a teoria buscando resposta na Natureza) quanto teóricas (mentais, a natureza procurando validação matemática ou geoalgébrica nas equações).

                            Deve haver uma linha de frente, que chamo de frente de ondas do trem de mudanças, a locomotiva do fazer/pensar científico/tecnológico, que está no limite, que é o cume em cada área, e depois dela uma série de curvas de níveis onde estão pesquisadores menos graduados em todos os mundos, cada um dos quatro. Em cada montanha dessas a disputa é acirradíssima e nos primeiros dois mundos há muito mais verbas, de modo que quem está atrás, se quiser pesquisar naquela vertical do monte ou modelo, deve ter CRIATIVIDADE SUPERIOR, porque lhe faltam as verbas. Ou ele fica no espaçotempo ou geo-história onde nasceu, ou migra, para tentar acoplar às diretivas da verticalidade do cume, contando ser humilde e amado ou enfrentar pesadas críticas e violentas ciumeiras. Se lhe faltam verbas ele pode se dedicar àquelas disciplinas onde preponderam as EXPERIÊNCIAS MENTAIS, por exemplo, as altamente matematizadas, no limite técnico/científico (que já vai de 75 a 100 % de matematização), mais para os lados de 100 %, porque aí só precisa de cérebro, leitura, caneta e papel.

                            Agora, se a questão parte do coletivo, de ultrapassamento nacional ou estadual ou municipal/urbano ou empresarial, ou qualquer outro, aí tudo depende DE PROJETO DE ULTRAPASSAMENTO, de o coletivo políticadministrativo governempresarial pessoambiental PRETENDER ir além, passar os outros conjuntos. Como vontade geral ele deve dizer: “nós vamos saltar além! ” Vamos como conjunto dizer mais e melhor NUMA ÁREA ou EM TODAS AS ÁREAS. Nosso projeto de futuro, que é o de ultrapassamento EM TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO, é-o também na área específica da tecnociência. Isso depende de coragem, depende de acordo geral, depende de persistência, depende de clara visão de futuro, depende de acreditar em si mesmo, depende de se ver como competente, capaz de estar acima e à frente.

                            Para isso, como eu disse tantas vezes, a questão mais importante é ARRANJAR NECESSIDADES, provindas tanto das elites (que geralmente acoplam com as das elites de fora, e sendo espelhares são de pequena monta relativa) quanto do povo, e aqui já são mais significativas, porque o povo tem um imenso estoque não atendido de necessidades. Daí que, quando as elites locais fazem tal projeto de ultrapassamento DEVEM NECESSSARIAMENTE ALTERAR O ANTIGO PROJETO DE CESSÃO POPULAR. Devem arreganhar mesmo as possibilidades populares, em todos os sentidos, devem criar uma nova liberdade nacional ou de conjunto.

                            Evidentemente pode haver ultrapassamento meramente científico, mas seria melhor se fosse total, se as elites locais tivessem capacidade geo-história de desenhar o GRANDE PROJETO.

                            Se isso for feito haverá ultrapassamento em toda a linha do Conhecimento, mas em particular nas linhas tecnocientíficas, em toda curva de nível, tanto nas mais baixas quanto no topo.

                            Vitória, sábado, 06 de setembro de 2003.

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