Descendência do
Modelo
Ainda do livro de
Darwin, p. 70: “Não há exceção alguma à regra que se todo o ser organizado se
multiplicasse naturalmente com tanta rapidez, e não fosse destruído, a terra em
breve seria coberta pela descendência de um só par”.
Contando o modelo,
as posteridades e as ulterioridades, as patentes, as idéias, os livros, a Rede
Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade
Signalíticas) em evolução, revolução e reevolução (ou avanço, salto e
reavanço), poderíamos ver que esse conjunto poderia ocupar (desde que fosse
apto a sobreviver na luta por futuro) todo o horizonte ou todo o planeta. Ao
contrário do que podem pensar os tolos, não quero isso – não deve nenhum ser
humano ou qualquer teoria ou gestual tornar-se linha única, sob o mero conselho
popular muito útil de não colocar os ovos num cesto ou gosto só.
E veja que o
aprimoramento EXTERIOR do modelo nem começou, ele não começou sua evolução
CAÓTICA, externa, somando-se ou pareando-se com as células do pensar e do
sentir humano, isto é, ele não se formestruturou FORA DE MIM – é uma
dependência exclusiva, por enquanto, e não por ciúme de distribuição senão por
rejeição de uns e outros.
Quando comecem esses
casamentos haverá exponencialização das mais espantosas, depurando-se o modelo
de suas impropriedades por contato com as correções externas, e vice-versa,
juntando-se em espiral pelo centro e futuramente fundindo-se nalgumas décadas.
De fato, então, a Terra tenderá a ser coberta pela descendência desse par:
modelo e exterior. Devemos preparar defesas, mas a dialética e o TAO dizem que
se forçarmos é o contrário que obteremos. Assim, a defesa da liberdade deve ser
mansa e tranqüila, sem sobressaltos e sem angústias. Grupos devem ser
preparados para evitar que as dissensões não só não sejam negadas como sequer
amortecidas – pelo contrário, elas devem ser estimuladas, como forma de
resguardar o livre-arbítrio.
Vitória, sábado, 13
de setembro de 2003.
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