Tarefas Comunitárias
Como venho dizendo
há muito tempo os indivíduos e as famílias, morando em apartamentos e em casas,
em quadras, constituem ilhas de um arquipélago, que é a cidade. Estão todos
isolados nessas ilhas, das quais saem nos carros-barcos.
Estranham-se
miseravelmente, até dentro do mesmo prédio, porque não há um espírito
comunitário, como aquele que outrora a Igreja plantou ou que é refletido nos
multirões que funcionam entre os miseráveis, por exemplo, para a construção de
uma casa (tradicional “bater laje”), mas não para os pobres (chamados “classe
média”), os médios-altos e os ricos. Esses três últimos grupos só se moverão em
interesse próprio, que pode ser a cura de doenças físicas e mentais, vários
desequilíbrios psicossomáticos.
Mas essa coisa
precisa ser primorosamente preparada pelos governempresas, através de um
coletivo de psicólogos (estudos das figuras ou psicanálises; dos objetivos ou
psico-sínteses; das produções ou economias; das organizações ou sociologias;
dos espaçotempos ou geo-histórias – enfim, um mapeamento COMPLETO, com
separação dos grupos de opções e identidade).
Construir praças e
parques, recuperar lixões, dar aulas em escolas novas (que o modelo sugere),
desopilar os que tenham caído em depressões corpomentais (drogados), projetar
novidades urbanas e suburbanas, dar sugestões aos governempresas, instituir
novas formas de diversão e recuperar as antigas, cooperar nas catástrofes e
colapsos, instituir defesa básica através de lições sobre uso de armas (só com
audiovisuais e maquetes) e um milhão de tarefas que afinaria seus corpos e
mentes, tornando-os mais ágeis e tonificados.
Para ganhar dinheiro
eles não se uniriam, nem para receber aplausos – devem ver as vantagens
nitidamente. Controlar a sociedade, diminuir o perigo e a insegurança,
emagrecer, ver surgir coisas das próprias iniciativas, coisas que os psicólogos
deverão descobrir para cada grupo de opção e identidade. Quem gosta de fazer o
quê? Quem tem tal ou qual formação? É preciso trabalhar. E, antes de tudo, só
pode ser feito por governempresas que tenham credibilidade.
Vitória,
segunda-feira, 15 de setembro de 2003.
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