quinta-feira, 16 de março de 2017


Quanto é Isso?

 

                            A NASDAQ, índice de bolsa para as ações da Nova Economia (basicamente o subsetor de computação: 70 % centrado em telecomunicações e informática), surgiu em 1971 e em 1982 tornou-se um sistema nacional. No final de 2000 tinha caído 51 % e no primeiro trimestre de 2001 mais 26 %, somando 85 %, o que significou perdas de US$ 7 bilhões do que chamaram “dinheiro de papel”.

                            Longe está de ser.

                            Não há nenhum dinheiro de papel, exceto o papel-moeda, que é válido. O que eles chamam de “dinheiro de papel”, ações, não é dinheiro falso, porque dinheiro, ações, cartões de crédito, números de banco, tudo é apenas balança. Se some de um prato ou pólo aparece em outro, oposto/complementar, porque a soma é zero. HOUVE TRANSFERÊNCIA, como eu já disse.

                            Agora, quanto é US$ 7 trilhões?

                            Dizem que 60 % dos trabalhadores brasileiros ganham menos de US$ 300. A PEA (população economicamente ativa) brasileira montava em 1999 50,8 milhões de pessoas e 60 % disso constituiria em torno de 30 milhões. Dividindo US% 7 trilhões por US$ 300 teremos 23,3 bilhões de salários mensais, que divididos por 30 milhões de trabalhadores brasileiros nos dará 777,8 meses para cada um; divididos por 13,33 salários mensais, isso dará quase 60 ANOS DE TRABALHO CONTÍNUO DE 60 % DA FORÇA BRASILEIRA DE TRABALHO.

                            É gente que poupa, compra propaganda dos forjadores de ações, que em tese estariam sendo vigiadas pelos governos americanos, e subitamente se vê traída, enganada do modo mais sujo possível. O dinheiro foi transferido para os espertinhos de plantão. E ninguém fez nada, basicamente, claro; diante da crise umas tantas empresas foram chamadas à barra dos tribunais, pagaram multas irrisórias, Bush desviou a atenção para o “perigo externo” e ficou por isso mesmo. Uma farsa monstruosa que tornou alguns felizes multibilionários, em troca da infelicidade de milhões, com base em propaganda, falsificação da produção e produtividade das empresas.

                            Os EUA e as elites americanas pagarão o preço mais adiante, é inevitável, em termos de desconfiança e desequilíbrio socioeconômico e psicológico geral. Nem sei se sinto pena.

                            Vitória, segunda-feira, 15 de setembro de 2003.

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