Programa Nacional do
Vinhoto
Quando o Programa Nacional do Álcool (Proálcool)
foi lançado depois da crise do petróleo de 1973 (criado em 1975 para reduzir a
importação de petróleo, buscava evitar a saída de dólares) e reforçado depois
da crise de 1981, ele produzia para cada litro de álcool dez outros de vinhoto
ou vinhaça, que ia poluir os rios e agora é usado como adubo orgânico dos
próprios canaviais ou em várias fórmulas de composição. Então eu dizia que
teria sido preferível o governo lançar o Programa Nacional do Vinhoto,
descobrindo utilidade para ele, que teria como subproduto o que se queria. O
governo, como sempre, preferiu a solução de 10 % de eficiência e não de (90 +
10) % de rendimento, porque tudo teria sido aproveitado.
Houve um tempo em
que andei pregando a utilização do elétron, que é 1.840 vezes menos pesado que
o próton – ou seja, é preferível a eletrônica a fazer grandes transportes de
cargas (o que levaria eventualmente a isso que se chama agora teletrabalho, que
eu não visualizei).
Do mesmo modo, já
que o ser humano é ótimo em termos de pensar e imaginar, grupos de discussão
deveriam estar sendo criados METODICAMENTE pelos governempresas, EM TODAS AS
CIDADES, em todos os bairros e distritos. Salas, ginásios, áreas descobertas
deveriam estar sendo orientadas para discussão de problemas nacionais, tudo
sendo meticulosa e dedicadamente anotado, depois computado, depurado,
recirculando, em níveis crescentes de compreensão. Digo isso porque os G/E
esperam os problemas acontecerem para então correrem tardiamente atrás das
soluções. E há inumeráveis problemas por resolver. Se pensamos antes de fazer o
mais certo é conseguirmos economizar muito material. Como os G/E demoram a
incorporar os pensamentos mais triviais! É estarrecedor.
Para isso, é claro,
seria preciso ver utilidade na coisa.
Antes disso,
acreditar que há um só Brasil, do povelite/nação/cultura, e não dois brasis,
divididos em elites antagônicas do povo e povo inerte ou amedrontado, que recua.
Então, se há GRANDES PROBLEMAS a resolver, põe-se o G/E em campo com a nova
compreensão e espalha os grupos de discussão, conectando-o com computação e
fibra ótica. O GRANDE PROGRAMA seria o Brasil dar um salto duplo,
quantitativo/qualitativo.
Vendo enormes
necessidades a atender, seria preciso criar GIGANTESCA SOCIOECONOMIA
agropecuária/extrativista, industrial, comercial, de serviços e bancária. O
povelite estaria mais unido que nunca e paralelamente, como um subproduto, a
S/E se desenvolveria com uma rapidez inigualável, muito maior que a da faixa do
Milagre Brasileiro. De longe.
De lambuja os
problemas sociais de drogas, de bebidas, de fumo, de tensões e de tantos
desequilíbrios seriam vencidos de roldão, PORQUE as pessoas teriam motivações
imensas, que exigiriam de suas mentes e corpos mais do que estão acostumadas a
dar – isso as tonificaria e equilibraria com uma tal justeza que seria mesmo
lindo de ver.
Com u’a mão você
oferece um problema que parece meramente teórico e obtêm, com a outra, muitas
soluções práticas, como vem acontecendo com esses grupos populares de discussão
dos orçamentos municipais/urbanos.
Vitória, domingo, 14
de setembro de 2003.
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