quinta-feira, 16 de março de 2017


Programa Nacional do Vinhoto

 

                            Quando o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) foi lançado depois da crise do petróleo de 1973 (criado em 1975 para reduzir a importação de petróleo, buscava evitar a saída de dólares) e reforçado depois da crise de 1981, ele produzia para cada litro de álcool dez outros de vinhoto ou vinhaça, que ia poluir os rios e agora é usado como adubo orgânico dos próprios canaviais ou em várias fórmulas de composição. Então eu dizia que teria sido preferível o governo lançar o Programa Nacional do Vinhoto, descobrindo utilidade para ele, que teria como subproduto o que se queria. O governo, como sempre, preferiu a solução de 10 % de eficiência e não de (90 + 10) % de rendimento, porque tudo teria sido aproveitado.

                            Houve um tempo em que andei pregando a utilização do elétron, que é 1.840 vezes menos pesado que o próton – ou seja, é preferível a eletrônica a fazer grandes transportes de cargas (o que levaria eventualmente a isso que se chama agora teletrabalho, que eu não visualizei).

                            Do mesmo modo, já que o ser humano é ótimo em termos de pensar e imaginar, grupos de discussão deveriam estar sendo criados METODICAMENTE pelos governempresas, EM TODAS AS CIDADES, em todos os bairros e distritos. Salas, ginásios, áreas descobertas deveriam estar sendo orientadas para discussão de problemas nacionais, tudo sendo meticulosa e dedicadamente anotado, depois computado, depurado, recirculando, em níveis crescentes de compreensão. Digo isso porque os G/E esperam os problemas acontecerem para então correrem tardiamente atrás das soluções. E há inumeráveis problemas por resolver. Se pensamos antes de fazer o mais certo é conseguirmos economizar muito material. Como os G/E demoram a incorporar os pensamentos mais triviais! É estarrecedor.

                            Para isso, é claro, seria preciso ver utilidade na coisa.

                            Antes disso, acreditar que há um só Brasil, do povelite/nação/cultura, e não dois brasis, divididos em elites antagônicas do povo e povo inerte ou amedrontado, que recua. Então, se há GRANDES PROBLEMAS a resolver, põe-se o G/E em campo com a nova compreensão e espalha os grupos de discussão, conectando-o com computação e fibra ótica. O GRANDE PROGRAMA seria o Brasil dar um salto duplo, quantitativo/qualitativo.

                            Vendo enormes necessidades a atender, seria preciso criar GIGANTESCA SOCIOECONOMIA agropecuária/extrativista, industrial, comercial, de serviços e bancária. O povelite estaria mais unido que nunca e paralelamente, como um subproduto, a S/E se desenvolveria com uma rapidez inigualável, muito maior que a da faixa do Milagre Brasileiro. De longe.

                            De lambuja os problemas sociais de drogas, de bebidas, de fumo, de tensões e de tantos desequilíbrios seriam vencidos de roldão, PORQUE as pessoas teriam motivações imensas, que exigiriam de suas mentes e corpos mais do que estão acostumadas a dar – isso as tonificaria e equilibraria com uma tal justeza que seria mesmo lindo de ver.

                            Com u’a mão você oferece um problema que parece meramente teórico e obtêm, com a outra, muitas soluções práticas, como vem acontecendo com esses grupos populares de discussão dos orçamentos municipais/urbanos.

                            Vitória, domingo, 14 de setembro de 2003.

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