Potências das Lentes
Virtuais
Vejamos o par polar
oposto/complementar REAL/VIRTUAL, que passei a denominar fusão virturreal.
Então, temos LENTES
REAIS, esses óculos, binóculos, telescópios (refletores e refratores) e
microscópios: os que ampliam e os que reduzem. NÓS VEMOS PELAS LENTES REAIS, mas
onde estão as lentes virtuais? Claro, estão dentro de nossas cabeças, porque
aos sentidos, que são externos, contrapõem-se e complementam-se os
interpretadores, que são internos, que estão em nossas mentes. Por isso os
chamo de sentidinterpretadores externinternos, já que formam um conjunto. Nós
não vemos O REAL, realmente, nós vemos o virturreal, o que nos interessa,
nossas interpretações a partir do que está lá fora.
Antes de Galileu
apontar suas lunetas para a Lua e Júpiter, já eram elas fabricadas na Holanda
e, aliás, marinheiros faziam uso delas há bastante tempo, desde os romanos. Pedaços
fundidos de vidro eram de uso corrente desde a Mesopotâmia. O que aconteceu de
novo com Galileu foi que ELE TINHA UMA MENTE NOVA, diferente das mentes velhas
e acomodadas de antes, e, portanto, viu o que estava lá fora, que ninguém via
porque não queria ver, porque era proibido ver.
Agora mesmo, em que
nos julgamos muito adiantados e livres, os instrumentos, máquinas, aparelhos,
programas, processos, objetos que temos nos permitiriam ver muito mais e mais
longe, não estivessem as nossas mentes presas às nossas ou alheias
preferências.
Por conseguinte, é
preciso MUDAR POR DENTRO para aproveitar as mesmas ofertas reais, que estão
disponíveis para todos. Quando nasce uma nova senda empresarial o mais das
vezes os recursos já estavam presentes, o empreendedor só precisou
rearranjá-los. Assim, as potências das lentes virtuais dizem respeito às
POTÊNCIAS DAS PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) em rearranjar
os dados, quer dizer, EM MODIFICAR SEUS MODOS DE OLHAR. E era isso que as
escolas deveriam ensinar: A DIVERGÊNCIA, não a conformidade, a heterodoxia, não
a ortodoxia, ou pelo menos dividir 50/50, meio a meio. Uma nova PEDAGOGIA 50/50
deveria nascer, tanto ensinando os velhos caminhos para as velhas mentes
quantos os caminhos novos para as mentes novas.
Vitória,
terça-feira, 02 de setembro de 2003.
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