sexta-feira, 10 de março de 2017


Potências das Lentes Virtuais

 

                            Vejamos o par polar oposto/complementar REAL/VIRTUAL, que passei a denominar fusão virturreal.

                            Então, temos LENTES REAIS, esses óculos, binóculos, telescópios (refletores e refratores) e microscópios: os que ampliam e os que reduzem. NÓS VEMOS PELAS LENTES REAIS, mas onde estão as lentes virtuais? Claro, estão dentro de nossas cabeças, porque aos sentidos, que são externos, contrapõem-se e complementam-se os interpretadores, que são internos, que estão em nossas mentes. Por isso os chamo de sentidinterpretadores externinternos, já que formam um conjunto. Nós não vemos O REAL, realmente, nós vemos o virturreal, o que nos interessa, nossas interpretações a partir do que está lá fora.

                            Antes de Galileu apontar suas lunetas para a Lua e Júpiter, já eram elas fabricadas na Holanda e, aliás, marinheiros faziam uso delas há bastante tempo, desde os romanos. Pedaços fundidos de vidro eram de uso corrente desde a Mesopotâmia. O que aconteceu de novo com Galileu foi que ELE TINHA UMA MENTE NOVA, diferente das mentes velhas e acomodadas de antes, e, portanto, viu o que estava lá fora, que ninguém via porque não queria ver, porque era proibido ver.

                            Agora mesmo, em que nos julgamos muito adiantados e livres, os instrumentos, máquinas, aparelhos, programas, processos, objetos que temos nos permitiriam ver muito mais e mais longe, não estivessem as nossas mentes presas às nossas ou alheias preferências.

                            Por conseguinte, é preciso MUDAR POR DENTRO para aproveitar as mesmas ofertas reais, que estão disponíveis para todos. Quando nasce uma nova senda empresarial o mais das vezes os recursos já estavam presentes, o empreendedor só precisou rearranjá-los. Assim, as potências das lentes virtuais dizem respeito às POTÊNCIAS DAS PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) em rearranjar os dados, quer dizer, EM MODIFICAR SEUS MODOS DE OLHAR. E era isso que as escolas deveriam ensinar: A DIVERGÊNCIA, não a conformidade, a heterodoxia, não a ortodoxia, ou pelo menos dividir 50/50, meio a meio. Uma nova PEDAGOGIA 50/50 deveria nascer, tanto ensinando os velhos caminhos para as velhas mentes quantos os caminhos novos para as mentes novas.

                            Vitória, terça-feira, 02 de setembro de 2003.

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