quarta-feira, 15 de março de 2017


O Bom Serviço de Lenard

 

                            No seu livro, Mergulho no Futuro (ensaios sobre ciência), Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1991 (original americano de 1987), p. 68, Isaac Asimov diz: “ (Por seu trabalho sobre o efeito fotoelétrico, Lenard recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1905. O trauma da derrota alemã na Primeira Guerra, porém, amargurou-o, e ele ficou conhecido como um dos poucos cientistas ilustres que se tornaram nazistas convictos no início do movimento e assim continuaram por toda a vida. Apesar disto é possível que tenha ajudado a humanidade, mesmo involuntariamente, quando denunciou a moderna física teórica como judia e, portanto, errada. Como tinha acesso aos ouvidos de Hitler, é possível que tenha ajudado a convencê-lo de não oferecer muito apoio à pesquisa nuclear, impedindo, assim que a Alemanha Nazista conseguisse a bomba nuclear a tempo de ganhar a guerra) ”

                            No modelo, na mandala oriental que mostra a rotação binária do Yin e do Yang um em torno do outro, coloquei a cabeça-do-não no corpo-do-sim e vice-versa, a cabeça-do-sim no corpo-do-não, significando que a razão de um conduz o sentimento do outro e o contrário, e que dentro de cada grupo estão as motivações CONTRÁRIAS de suas presumidas manifestações exteriores. É fatal que o mal ajude o bem e inversamente. Assim sendo, Lenard (Philipp E. A., físico alemão, 1862 a 1947, 85 anos entre datas) trabalhou pelo contrário, como acontece tantas vezes.

                            Mas isso precisa ser provado, essa afirmação do modelo, de modo que é um chamamento à investigação, no sentido de rastrear aquelas figuras furiosas que desejando muito uma coisa armam o tensor dialético para o contrário; pois esta é uma importante lei do modelo e com ela rastrearíamos muito melhor os atos, passados, e os potenciais do fazer.

                            Lenard fez o bem duas vezes, mas a soma dele foi zero, porque uma vez foi positiva e a outra não foi por querer; foi porque o querer realizou o contrário, que foi o bem – mas a origem foi o mal, de modo que ele zerou sua existência.

                            Vitória, segunda-feira, 15 de setembro de 2003.

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