O Bom Serviço de
Lenard
No seu livro, Mergulho no Futuro (ensaios sobre
ciência), Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1991 (original americano de 1987),
p. 68, Isaac Asimov diz: “ (Por seu trabalho sobre o efeito fotoelétrico,
Lenard recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1905. O trauma da derrota alemã na
Primeira Guerra, porém, amargurou-o, e ele ficou conhecido como um dos poucos
cientistas ilustres que se tornaram nazistas convictos no início do movimento e
assim continuaram por toda a vida. Apesar disto é possível que tenha ajudado a
humanidade, mesmo involuntariamente, quando denunciou a moderna física teórica
como judia e, portanto, errada. Como
tinha acesso aos ouvidos de Hitler, é possível que tenha ajudado a convencê-lo
de não oferecer muito apoio à pesquisa nuclear, impedindo, assim que a Alemanha
Nazista conseguisse a bomba nuclear a tempo de ganhar a guerra) ”
No modelo, na
mandala oriental que mostra a rotação binária do Yin e do Yang um em torno do
outro, coloquei a cabeça-do-não no corpo-do-sim e vice-versa, a cabeça-do-sim
no corpo-do-não, significando que a razão de um conduz o sentimento do outro e
o contrário, e que dentro de cada grupo estão as motivações CONTRÁRIAS de suas
presumidas manifestações exteriores. É fatal que o mal ajude o bem e
inversamente. Assim sendo, Lenard (Philipp E. A., físico alemão, 1862 a 1947,
85 anos entre datas) trabalhou pelo contrário, como acontece tantas vezes.
Mas isso precisa ser
provado, essa afirmação do modelo, de modo que é um chamamento à investigação,
no sentido de rastrear aquelas figuras furiosas que desejando muito uma coisa
armam o tensor dialético para o contrário; pois esta é uma importante lei do
modelo e com ela rastrearíamos muito melhor os atos, passados, e os potenciais
do fazer.
Lenard fez o bem
duas vezes, mas a soma dele foi zero, porque uma vez foi positiva e a outra não
foi por querer; foi porque o querer realizou o contrário, que foi o bem – mas a
origem foi o mal, de modo que ele zerou sua existência.
Vitória,
segunda-feira, 15 de setembro de 2003.
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