sexta-feira, 10 de março de 2017


Muito Impossível

 

O povo fala esse tipo de coisa.

Em lugar de muito difícil, que nem chega perto do impossível, muito impossível, como “ao infinito e além” tão engraçado de Buzz Lightyear/Anoluz e outras tiradas muito impossíveis, porque ultrapassam de muito qualquer possibilidade.

Passei a vida toda guardando esses anúncios engraçadíssimos.

Esta não sei se sonhei, imaginei ou ouvi mesmo.

JARDIM DAS PRENHAS (era o nome de Jardim da Penha, bairro também conhecido como JP, Vitória, ES, logo no começo, quando os casais novos foram para lá e tiveram carradas de filhos pareados, hoje com 30 ou 40 anos)

MULHER – gosto de Jardim da Penha porque aqui tem muita gente boa.
RAPAZ (do lado, mirando-a de cima abaixo, incrédulo) – aqui? Em Jardim da Penha?

Há dessas aos milhares, pena que não andei com um caderninho para anotar mais ou menos exatamente. Transcrevi algumas, é hilário, é fabuloso, é um brinde de Deus, a gift, é extremamente risível, é de rolar no chão.

Não obstante, as elites estúpidas e irreverentes não guardam nada disso, não se ocupam desse brilho radioso, não se espantam, não veneram seu povo, aff! Passam ao largo, não abordam o navio do povo para fazer trocas relevantes. Perdulárias, dilapidadoras, dissipadoras, esbanjadoras, arranje sinônimos.

Livros e livros poderiam ter sido escritos, com fotografias do lugar, com desenhos, com peças deixadas, com tudo que fosse fazer da vida desses belos povos alimento suculento.

Ah, quanta burrice.

Vitória, sexta-feira, 10 de março de 2017.

GAVA.

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