quarta-feira, 15 de março de 2017


Mostrando a Reserva da CVRD e Sooretama

 

                            Seguindo a trilha tímida e modestinha da ecologia que se posta sempre na defesa, as Reservas Biológicas da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e de Sooretama, do governo federal, ESPERAM que as pessoas cheguem lá, a da CVRD tendo acomodações para os visitantes e a de Sooretama apenas trilhas (nem sei se é aberta), quando deveriam ORGANIZAR EXCURSÕES, com ônibus saindo da Grande Vitória e das principais cidades, listando uma quantidade de pequenas empresas habilitadas como turísticas para esse gênero de aprendizado.

                            Evidentemente isso corresponderia a uma estrutura real (restaurantes, estacionamentos, bibliotecas, lojas de produtos locais, salas de conferência, passeios, visita a laboratórios, venda de camisas e flâmulas, etc.) e a uma estrutura virtual (computadores, Intranet ligada à Internet, bancos de dados). A cadastramento de escolas e empresas, fora famílias e grupos de turistas.

                            Tanto o governo federal quanto a CVRD, no entanto, ficam na posição passiva, DE ESPERA, de ver o que vai acontecer, se vai haver demanda ou não. Agem na defensiva, em lugar de se tornarem um participante ativo de uma ecologia ativa, de desenvolvimento, de progresso das espécies pré-humanas.

                            Essa falta de dinamismo, com tal patrimônio genômico nas mãos, é compreensível, sob a ótica de que são governempresas atrasados, de terceiro mundo, submetidos ao vexame da antiga culpa da agressão ambiental, mas por outro lado é inteiramente insatisfatório, sob a visão de uma renovação da conservação e do progresso ecológico. A atividade e o ativismo podem mostrar que os governos e as empresas podem gerar novas rendas neste setor mal explorado da venda de genomas ou frações deles. E pode dar à coletividade uma maturidade muito maior quanto à utilidade bioquímica da primeira natureza, com o que haveria muito maior interesse em proteção do que restou.

                            Vitória, segunda-feira, 15 de setembro de 2003.

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