Mostrando a Reserva
da CVRD e Sooretama
Seguindo a trilha
tímida e modestinha da ecologia que se posta sempre na defesa, as Reservas
Biológicas da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e de Sooretama, do governo
federal, ESPERAM que as pessoas cheguem lá, a da CVRD tendo acomodações para os
visitantes e a de Sooretama apenas trilhas (nem sei se é aberta), quando
deveriam ORGANIZAR EXCURSÕES, com ônibus saindo da Grande Vitória e das
principais cidades, listando uma quantidade de pequenas empresas habilitadas
como turísticas para esse gênero de aprendizado.
Evidentemente isso
corresponderia a uma estrutura real (restaurantes, estacionamentos,
bibliotecas, lojas de produtos locais, salas de conferência, passeios, visita a
laboratórios, venda de camisas e flâmulas, etc.) e a uma estrutura virtual
(computadores, Intranet ligada à Internet, bancos de dados). A cadastramento de
escolas e empresas, fora famílias e grupos de turistas.
Tanto o governo
federal quanto a CVRD, no entanto, ficam na posição passiva, DE ESPERA, de ver
o que vai acontecer, se vai haver demanda ou não. Agem na defensiva, em lugar
de se tornarem um participante ativo de uma ecologia ativa, de desenvolvimento,
de progresso das espécies pré-humanas.
Essa falta de
dinamismo, com tal patrimônio genômico nas mãos, é compreensível, sob a ótica
de que são governempresas atrasados, de terceiro mundo, submetidos ao vexame da
antiga culpa da agressão ambiental, mas por outro lado é inteiramente
insatisfatório, sob a visão de uma renovação da conservação e do progresso
ecológico. A atividade e o ativismo podem mostrar que os governos e as empresas
podem gerar novas rendas neste setor mal explorado da venda de genomas ou
frações deles. E pode dar à coletividade uma maturidade muito maior quanto à
utilidade bioquímica da primeira natureza, com o que haveria muito maior
interesse em proteção do que restou.
Vitória,
segunda-feira, 15 de setembro de 2003.
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