Letalidade da Crista
Meso-Atlântica
Andei visualizando
que a Crista Meso-Atlântica que vai da Antártica ao Ártico pelo meio do
Atlântico e é onde o planeta está rebentando em duas porções continuamente, a
partir do início há 250 milhões de anos, quando Gonduana foi rebentada em duas
porções, Brasil à esquerda e África à direita, é um perigo total.
Bastaria estacionar
um monte de submarinos atômicos obsoletos sob a fissura, de Norte a Sul, ou
vice-versa, e deixá-los escorregar lentamente para o fundo, provocando a fusão
dos núcleos dos reatores e, portanto, o estouro contínuo ou simultâneo. Ou,
mais ativamente, alinhar ao longo desses quase 20 mil quilômetros (pois vai
quase de pólo a pólo) umas tantas dessas ogivas que estão sobrando por aí,
apenas amarradas por âncoras e cabos de aço, deixando-as temporizadas para um
determinado instante: as explosões alargariam as fossas e essas derramariam
mais lava do manto, e calor tremendo para cima, esquentando as águas, criando
superzonas de ressurgência, maremotos, terremotos, o fim do mundo mesmo.
Tremendo tema de FC e tremenda preocupação governempresarial mundial doravante.
Esse seria o
verdadeiro terror.
É fato que nenhum
grupo terrorista poderia amealhar tantos artefatos, mas qualquer governo grande
pode manter os demais reféns absolutos. Nem se sabe qual seria o LIMITE DE
LETALIDADE, aquilo que chamam de “massa crítica” de ogivas e de megatons para
começar o processo de rebentamento.
De forma que só ter
pensado já me arrepiou. Mas, se pensei, e com certeza não quero de modo algum o
fim da Civilização (mesmo uma tão chinfrim e detestável quanto esta), sempre há
doidos bastante no mundo e agora será preciso vigiar. O próprio ato necessário
de vigiar criará uma zona de pressão negativa que atrairá dialeticamente as
oposições e as ações, de forma que daqui para frente será uma preocupação
constante.
Vitória,
quinta-feira, 04 de setembro de 2003.
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