sexta-feira, 10 de março de 2017


Letalidade da Crista Meso-Atlântica

 

                            Andei visualizando que a Crista Meso-Atlântica que vai da Antártica ao Ártico pelo meio do Atlântico e é onde o planeta está rebentando em duas porções continuamente, a partir do início há 250 milhões de anos, quando Gonduana foi rebentada em duas porções, Brasil à esquerda e África à direita, é um perigo total.

                            Bastaria estacionar um monte de submarinos atômicos obsoletos sob a fissura, de Norte a Sul, ou vice-versa, e deixá-los escorregar lentamente para o fundo, provocando a fusão dos núcleos dos reatores e, portanto, o estouro contínuo ou simultâneo. Ou, mais ativamente, alinhar ao longo desses quase 20 mil quilômetros (pois vai quase de pólo a pólo) umas tantas dessas ogivas que estão sobrando por aí, apenas amarradas por âncoras e cabos de aço, deixando-as temporizadas para um determinado instante: as explosões alargariam as fossas e essas derramariam mais lava do manto, e calor tremendo para cima, esquentando as águas, criando superzonas de ressurgência, maremotos, terremotos, o fim do mundo mesmo. Tremendo tema de FC e tremenda preocupação governempresarial mundial doravante.

                            Esse seria o verdadeiro terror.

                            É fato que nenhum grupo terrorista poderia amealhar tantos artefatos, mas qualquer governo grande pode manter os demais reféns absolutos. Nem se sabe qual seria o LIMITE DE LETALIDADE, aquilo que chamam de “massa crítica” de ogivas e de megatons para começar o processo de rebentamento.

                            De forma que só ter pensado já me arrepiou. Mas, se pensei, e com certeza não quero de modo algum o fim da Civilização (mesmo uma tão chinfrim e detestável quanto esta), sempre há doidos bastante no mundo e agora será preciso vigiar. O próprio ato necessário de vigiar criará uma zona de pressão negativa que atrairá dialeticamente as oposições e as ações, de forma que daqui para frente será uma preocupação constante.

                            Vitória, quinta-feira, 04 de setembro de 2003.

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