quinta-feira, 9 de março de 2017


ES Século XXI

 

                            Roberto Garcia Simões, professor de arquitetura na UFES, teve uma iniciativa louvável ainda no século passado de falar deste, naturalmente ao modo do seu conhecimento, e creio que com a ajuda do Instituto Jones Santos Neves e outras forças da coletividade. Aplaudi, mas não fui ver, embora tenha coletado o material. Explico que é porque penso que desde o início não poderia ter sido exaustivo – faltava-lhe um motivo centralizador, um eixo suficiente em torno do qual todos falassem.

                            Prego que o modelo que escrevi seja uma primeira versão.

                            Eis o CONHECIMENTO DO ESPÍRITO SANTO:

·        Magia/Arte

·        Teologia/Religião

·        Filosofia/Ideologia

·        Ciência/Técnica

·        Matemática

Na pontescada tecnocientífica teríamos a pontescada científica. Eis a P/E CIENTÍFICA CAPIXABA:

1.       Física/Química

2.      Biologia/p.2

3.      Psicologia/p.3

4.     Informática/p.4

5.      Cosmologia/p.5

6.     Dialógica/p.6

Eis a P/E TÉCNICA CAPIXABA:

1.       Engenharia/X1

2.      Medicina/X2

3.      Psiquiatria/X3

4.     Cibernética/X4

5.      Astronomia/X5

6.     Discursiva/X6.

Agora isso seria preciso perseguir as chamadas tecnartes do corpo (são 22 as até agoraqui identificadas). AS 22 TECNARTES CAPIXABAS:

·        DA VISÃO: pintura, desenho, fotografia, dança, moda, poesia, prosa, etc.

·        DA AUDIÇÃO: música, discurso, etc.

·        DO OLFATO: perfumaria, etc.

·        DO PALADAR: comida, bebida, pasta, tempero, etc.

·        DO TATO: arquiengenharia, paisagismo/jardinagem, decoração, tapeçaria, cinema, teatro, esculturação, urbanismo, etc.

É claro e evidente que eles não fizeram nada disto.

AS PSICOLOGIAS CAPIXABAS:

·        Figuras ou psicanálises capixabas

·        Objetivos ou psico-sínteses dos capixabas

·        Produções ou economias dos capixabas

·        Organizações ou sociologias dos capixabas

·        Espaçotempos ou geo-histórias dos capixabas

AS ECONOMIAS CAPIXABAS:

1.       Agropecuária/extrativismo capixaba

2.      Indústrias capixabas

3.      Comércio capixaba

4.     Serviços capixabas

0.     Bancos capixabas

Poderíamos falar ainda da Bandeira Elementar Capixaba (ar, água, terra/solo, fogo/energia, vida e vida-racional) como levantamento exaustivo. Da Bandeira da Proteção Capixaba (lar, armazenamento, saúde, segurança, transportes). Da Chave do Labor Capixaba (operários, intelectuais, financistas, militares, burocratas). Dos níveis de poder (povo, lideranças, profissionais, pesquisadores, santos/sábios, iluminados). Das PESSOAMBIENTES (PESSOAS: indivíduos, famílias, grupos, empresas; AMBIENTES: municípios/cidades, estados, nações, mundo). Dos poderes estatais (Executivo, Judiciário, Legislativo) nos três níveis (federal, estadual, municipal/urbano). Poderiam ter falado da mídia (TV, Rádio, Revista, Jornal, Livro/Editoria, Internet). De bibliotecas e museus. De hospitais e redes de atendimento de pronto-socorro, de folclore, de redes de esgoto e tratamento sanitário. Dos grandes projetos do passado e do que precisamos a curtíssimo, a curto, a médio, a longo e a longuíssimo prazo. Poderiam falar da base tributária, que me é especialmente cara. Dos institutos de pesquisa & desenvolvimento, e dos escritórios de patentes e de registros, mas não falaram. Falaram de bem pouco, naquele alto nível que os de baixo não alcançam e pelo qual não se interessam, achando que vai dar em nada, como deu. Ah! - não falaram do sistema prisional, da Polícia (Civil e Militar), de praças e parques, de abatedouros, da contemporanização da educação, da cultura renovada, de uma Universidade Estadual avançada, de um tanque de pensimaginação – deixaram muito a desejar. O fato é que os livrinhos, muito bem encadernados e com bonitos gráficos, estão nalgumas prateleiras, como curiosidade – o tipo de coisa que não se deve fazer se desejamos impulsionar de fato o desenvolvimento capixaba.

Faltou falar de onde gravar a imagem e o som, a palavra, os testemunhos, de como funciona a Assembléia Legislativa, O Tribunal de Justiça, o Poder Executivo. Faltou dizer onde as indústrias podem realizar encomendas disso e daquilo dentro e fora do ES. Os funcionários federais, estaduais e municipais – quantos são e onde podem ser encontrados (a que horas?). AH, faltou tanta coisa! A lista seria grade. Porisso, não emocionou.

Ficou faltando mesmo colocar o ES no Século XXI e no Terceiro Milênio, que pena!

Vitória, domingo, 31 de agosto de 2003.

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