ES Século XXI
Roberto Garcia
Simões, professor de arquitetura na UFES, teve uma iniciativa louvável ainda no
século passado de falar deste, naturalmente ao modo do seu conhecimento, e
creio que com a ajuda do Instituto Jones Santos Neves e outras forças da
coletividade. Aplaudi, mas não fui ver, embora tenha coletado o material.
Explico que é porque penso que desde o início não poderia ter sido exaustivo – faltava-lhe
um motivo centralizador, um eixo suficiente em torno do qual todos falassem.
Prego que o modelo
que escrevi seja uma primeira versão.
Eis o CONHECIMENTO DO ESPÍRITO SANTO:
·
Magia/Arte
·
Teologia/Religião
·
Filosofia/Ideologia
·
Ciência/Técnica
·
Matemática
Na pontescada tecnocientífica teríamos
a pontescada científica. Eis a P/E
CIENTÍFICA CAPIXABA:
1. Física/Química
2. Biologia/p.2
3. Psicologia/p.3
4. Informática/p.4
5. Cosmologia/p.5
6. Dialógica/p.6
Eis a P/E TÉCNICA CAPIXABA:
1. Engenharia/X1
2. Medicina/X2
3. Psiquiatria/X3
4. Cibernética/X4
5. Astronomia/X5
6. Discursiva/X6.
Agora isso seria preciso perseguir as
chamadas tecnartes do corpo (são 22 as até agoraqui identificadas). AS 22 TECNARTES CAPIXABAS:
·
DA
VISÃO: pintura, desenho, fotografia, dança, moda, poesia, prosa, etc.
·
DA
AUDIÇÃO: música, discurso, etc.
·
DO
OLFATO: perfumaria, etc.
·
DO
PALADAR: comida, bebida, pasta, tempero, etc.
·
DO
TATO: arquiengenharia, paisagismo/jardinagem, decoração, tapeçaria, cinema,
teatro, esculturação, urbanismo, etc.
É claro e evidente que eles não
fizeram nada disto.
AS
PSICOLOGIAS CAPIXABAS:
·
Figuras
ou psicanálises capixabas
·
Objetivos
ou psico-sínteses dos capixabas
·
Produções
ou economias dos capixabas
·
Organizações
ou sociologias dos capixabas
·
Espaçotempos
ou geo-histórias dos capixabas
AS
ECONOMIAS CAPIXABAS:
1. Agropecuária/extrativismo capixaba
2. Indústrias capixabas
3. Comércio capixaba
4. Serviços capixabas
0. Bancos capixabas
Poderíamos falar ainda da Bandeira Elementar Capixaba (ar, água,
terra/solo, fogo/energia, vida e vida-racional) como levantamento exaustivo. Da
Bandeira da Proteção Capixaba (lar,
armazenamento, saúde, segurança, transportes). Da Chave do Labor Capixaba (operários, intelectuais, financistas,
militares, burocratas). Dos níveis de
poder (povo, lideranças, profissionais, pesquisadores, santos/sábios,
iluminados). Das PESSOAMBIENTES
(PESSOAS: indivíduos, famílias, grupos, empresas; AMBIENTES:
municípios/cidades, estados, nações, mundo). Dos poderes estatais (Executivo,
Judiciário, Legislativo) nos três níveis (federal, estadual, municipal/urbano).
Poderiam ter falado da mídia (TV, Rádio, Revista, Jornal, Livro/Editoria,
Internet). De bibliotecas e museus. De hospitais e redes de atendimento de
pronto-socorro, de folclore, de redes de esgoto e tratamento sanitário. Dos
grandes projetos do passado e do que precisamos a curtíssimo, a curto, a médio,
a longo e a longuíssimo prazo. Poderiam falar da base tributária, que me é
especialmente cara. Dos institutos de pesquisa & desenvolvimento, e dos
escritórios de patentes e de registros, mas não falaram. Falaram de bem pouco,
naquele alto nível que os de baixo não alcançam e pelo qual não se interessam,
achando que vai dar em nada, como deu. Ah! - não falaram do sistema prisional,
da Polícia (Civil e Militar), de praças e parques, de abatedouros, da
contemporanização da educação, da cultura renovada, de uma Universidade
Estadual avançada, de um tanque de pensimaginação – deixaram muito a desejar. O
fato é que os livrinhos, muito bem encadernados e com bonitos gráficos, estão
nalgumas prateleiras, como curiosidade – o tipo de coisa que não se deve fazer
se desejamos impulsionar de fato o desenvolvimento capixaba.
Faltou falar de onde gravar a imagem e
o som, a palavra, os testemunhos, de como funciona a Assembléia Legislativa, O
Tribunal de Justiça, o Poder Executivo. Faltou dizer onde as indústrias podem
realizar encomendas disso e daquilo dentro e fora do ES. Os funcionários
federais, estaduais e municipais – quantos são e onde podem ser encontrados (a
que horas?). AH, faltou tanta coisa! A lista seria grade. Porisso, não
emocionou.
Ficou faltando mesmo colocar o ES no
Século XXI e no Terceiro Milênio, que pena!
Vitória, domingo, 31 de agosto de
2003.
Nenhum comentário:
Postar um comentário