Catastrofismo,
Uniformitarismo e Equilíbrio Pontuado.
Em seu livro citado
Chris Rohmann diz na página 58, no verbete Catastrofismo
e Uniformitarismo que são “teorias contrárias de história natural e
geológica” e mais adiante que “A Teoria evolucionista, embora fundamentalmente
uniformitarianista, abriga os que acreditam que a seleção natural progrediu em
saltos irregulares, talvez precipitados por cataclismos ambientais”. O EP, por
sua vez, foi proposto em 1972 pelos paleontólogos Niles Eldridge e Stephen J.
Gould, “(...) segundo a qual a evolução das espécies ocorre entre longos
períodos de estabilidade (...)”, p. 132.
Tivessem prestado
atenção na dialética conforme reafirmada por Friedrich Engels (prussiano,
1820-1895), depois de Georg W. Friedrich Hegel (alemão, 1788-1831) e antes de
todos pelos gregos lá pelo quinto século antes de Cristo, teriam visto avanços,
saltos e reavanços (evolução, revolução e reevolução). É claro que há
uniformidade que vai acumulando uma represa de impossibilidades, então uma
catástrofe, destruição do mundo atual, salto e renovação. As leis da dialética,
enfim.
Falo disso faz
bastante tempo.
Apliquemos isso às
PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) e AMBIENTES
(municípios/cidades, estados, nações e mundo) para ver que fases de calmaria
serão sucedidas por compactas cargas de problemas, verdadeiras avalanches,
síncopes furiosas, depois pacificadas novamente. Ora, se isso for aplicado à
administração, à contabilidade, ao direito, à economia, à sociologia, a todo o
Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia,
Ciência/Técnica e Matemática), teremos um modo novantigo de ver bastante mais
efetivo do que qualquer posição polar, que só vê um lado. Permitirá guardar
recursos nas bonanças para as épocas de tempestades. Permitirá melhor
administração da Bandeira da Proteção (lar, armazenamento, saúde, segurança e
transportes) e de TUDO mesmo.
O que aconteceu foi
que os cientistas expulsaram a dialética e agora introduzem pela porta dos
fundos uma solução de compromisso, COMO SE FOSSE COISA NOVA, o
equilíbrio pontuado de desequilíbrios.
Não seria tão mais
fácil admitir EM TUDO, em todo o Conhecimento e em todas as coisas a renovação
cíclica dialética? Avança, salta, reavança: equilibra, desequilibra, reequilibra;
calmaria, tempestade, calmaria; estabilidade, instabilidade, reestabiliddade.
Tão simples quanto isto.
Vitória,
sexta-feira, 12 de setembro de 2003.
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