domingo, 12 de março de 2017


Catastrofismo, Uniformitarismo e Equilíbrio Pontuado.

 

                            Em seu livro citado Chris Rohmann diz na página 58, no verbete Catastrofismo e Uniformitarismo que são “teorias contrárias de história natural e geológica” e mais adiante que “A Teoria evolucionista, embora fundamentalmente uniformitarianista, abriga os que acreditam que a seleção natural progrediu em saltos irregulares, talvez precipitados por cataclismos ambientais”. O EP, por sua vez, foi proposto em 1972 pelos paleontólogos Niles Eldridge e Stephen J. Gould, “(...) segundo a qual a evolução das espécies ocorre entre longos períodos de estabilidade (...)”, p. 132.

                            Tivessem prestado atenção na dialética conforme reafirmada por Friedrich Engels (prussiano, 1820-1895), depois de Georg W. Friedrich Hegel (alemão, 1788-1831) e antes de todos pelos gregos lá pelo quinto século antes de Cristo, teriam visto avanços, saltos e reavanços (evolução, revolução e reevolução). É claro que há uniformidade que vai acumulando uma represa de impossibilidades, então uma catástrofe, destruição do mundo atual, salto e renovação. As leis da dialética, enfim.

                            Falo disso faz bastante tempo.

                            Apliquemos isso às PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) e AMBIENTES (municípios/cidades, estados, nações e mundo) para ver que fases de calmaria serão sucedidas por compactas cargas de problemas, verdadeiras avalanches, síncopes furiosas, depois pacificadas novamente. Ora, se isso for aplicado à administração, à contabilidade, ao direito, à economia, à sociologia, a todo o Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática), teremos um modo novantigo de ver bastante mais efetivo do que qualquer posição polar, que só vê um lado. Permitirá guardar recursos nas bonanças para as épocas de tempestades. Permitirá melhor administração da Bandeira da Proteção (lar, armazenamento, saúde, segurança e transportes) e de TUDO mesmo.

                            O que aconteceu foi que os cientistas expulsaram a dialética e agora introduzem pela porta dos fundos uma solução de compromisso, COMO SE FOSSE COISA NOVA, o equilíbrio pontuado de desequilíbrios.

                            Não seria tão mais fácil admitir EM TUDO, em todo o Conhecimento e em todas as coisas a renovação cíclica dialética? Avança, salta, reavança: equilibra, desequilibra, reequilibra; calmaria, tempestade, calmaria; estabilidade, instabilidade, reestabiliddade. Tão simples quanto isto.

                            Vitória, sexta-feira, 12 de setembro de 2003.

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