sábado, 11 de março de 2017


Adulteração das Moedas

 

                            Os mercadores adulteram de todos os modos (só isso já seria um estudo interessantíssimo):

·        Aumentam ou diminuem os pesos dos pratos de balança;

·        Já ensacam a menos (digamos, café em grão);

·        Cortam alguns milímetros ou centímetros numa peça de aço;

·        Diminuem os tamanhos dos tecidos;

·        Fazem objetos de qualidade inferior;

·        Produzem remédios que são na realidade placebos, etc.

Só isso já vale um livro alentado.

Aqui estou interessado numa fração dessa atividade, a adulteração das moedas, desde quando na Antigüidade serravam em volta, diminuindo o diâmetro, ou raspavam no centro, ou faziam ligas com porções menores dos metais mais preciosos (tudo isso vale também um livro, o que já foi feito, mas pode ser atualizado), até as mudanças contemporâneas das falsificações de cartões, de manipulações de contas de banco, roubando a estes, ou de desvios de centavos da clientela, formando contas de milhões, ou todo gênero de falsificação, como é a inflação em si. Por si só a Moeda e sua falsificação são estudos psicológicos (as figuras ou psicanálises, os objetivos ou psico-sínteses, as produções ou economias, as organizações ou sociologias, os espaçotempos ou geo-histórias envolvidas, e o Conhecimento – Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática de embasamento) dos mais interessantes, pois diz respeito àquelas pessoas que não desejam trocar trabalho seu pelo alheio e sim suprimir a mente alheia pela falsificação simbólica do padrão de troca, que agora é um leque muito mais vasto que antes, em qualquer tempo.

É coisa das mais fascinantes, tudo que se faz nas Casas da Moeda, nos Tesouros Nacionais (Bancos Centrais), nos bancos, nos conselhos monetários nacionais, tudo mesmo que envolve a ESCALA DE TROCA, a interface de deslocamento da posse, até chegar agora ao dinheiro numérico dos bancos. Vale todo um dicionárienciclopédico (dicionário dos termos, enciclopédia dos envolvidos) e é de tudo extraordinário a Academia não ter se proposto fazer tal levantamento exaustivo.

Vitória, sábado, 06 de setembro de 2003.

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