Adulteração das
Moedas
Os mercadores
adulteram de todos os modos (só isso já seria um estudo interessantíssimo):
·
Aumentam
ou diminuem os pesos dos pratos de balança;
·
Já
ensacam a menos (digamos, café em grão);
·
Cortam
alguns milímetros ou centímetros numa peça de aço;
·
Diminuem
os tamanhos dos tecidos;
·
Fazem
objetos de qualidade inferior;
·
Produzem
remédios que são na realidade placebos, etc.
Só isso já vale um livro alentado.
Aqui estou interessado numa fração
dessa atividade, a adulteração das moedas, desde quando na Antigüidade serravam
em volta, diminuindo o diâmetro, ou raspavam no centro, ou faziam ligas com
porções menores dos metais mais preciosos (tudo isso vale também um livro, o
que já foi feito, mas pode ser atualizado), até as mudanças contemporâneas das
falsificações de cartões, de manipulações de contas de banco, roubando a estes,
ou de desvios de centavos da clientela, formando contas de milhões, ou todo
gênero de falsificação, como é a inflação em si. Por si só a Moeda e sua
falsificação são estudos psicológicos (as figuras ou psicanálises, os objetivos
ou psico-sínteses, as produções ou economias, as organizações ou sociologias,
os espaçotempos ou geo-histórias envolvidas, e o Conhecimento – Magia/Arte,
Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática de
embasamento) dos mais interessantes, pois diz respeito àquelas pessoas que não
desejam trocar trabalho seu pelo alheio e sim suprimir a mente alheia pela
falsificação simbólica do padrão de troca, que agora é um leque muito mais
vasto que antes, em qualquer tempo.
É coisa das mais fascinantes, tudo que
se faz nas Casas da Moeda, nos Tesouros Nacionais (Bancos Centrais), nos
bancos, nos conselhos monetários nacionais, tudo mesmo que envolve a ESCALA DE
TROCA, a interface de deslocamento da posse, até chegar agora ao dinheiro
numérico dos bancos. Vale todo um dicionárienciclopédico (dicionário dos
termos, enciclopédia dos envolvidos) e é de tudo extraordinário a Academia não
ter se proposto fazer tal levantamento exaustivo.
Vitória, sábado, 06 de setembro de
2003.
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