A Falência da União
Soviética
Um programa do
Discovery mostrou que dos 400 submarinos que a ex-URSS tinha só restam 80
ativos na Rússia, mas que os construtores de submarinos estão todos empregados
PORQUE existem 400 deles ativos no mundo e muitos sendo construídos. Um atômico
custa um e meio bilhão de dólares. Sugeriu que a URSS faliu porque a Guerra
Fria exigiu demais da economia dela. Eu mesmo sugeri, muito antes do colapso em
1991, que adviriam problemas do desvio das verbas para a Economia Militar parasitária,
mas nunca que isso faria falir aquela confederação, de modo algum, pois não é
verdade. Complica a doença, mas não causa a morte, nem a instala.
Ela faliu em virtude
do desamor.
Falhou porque o
fosso entre as elites e o povo não foi fechado. Como o Estado era ateu,
especialmente anticristão, não aceitava os conselhos de Cristo, ficava só na
ideologia marxista, mas também nominalmente, uma devoção cada vez mais
esvaziada, cada vez mais distante da verdadeira causa nacional, que é o
atendimento do povo e das elites, e não só das elites. Os dirigentes pairavam
lá no alto, como se fossem mandarins a serem servidos por quase todos, com
instalação de terror tirano. O povo ficou sem perspectiva de futuro, de
crescimento, de desenvolvimento, de melhoria; o desânimo se instalou, com ele a
bebedeira, a pancadaria e tudo que vem junto.
É essa análise que
deve sempre ser feita, seja como causa da queda do Império Romano do Ocidente
ou de qualquer conjunto (PESSOAS: indivíduos, famílias, grupos e empresas;
AMBIENTES: municípios/cidades, estados, nações e mundos). Por quê
Constantinopla durou mil e cem anos? De um jeito ou de outros as elites (por
pressão de Cristo) amavam o povo. E assim é com qualquer nação ou cultura. A
falta de amor separa os caminhos, seja na família, seja nas nações. Sem amor
nada vai em frente. Não foram os submarinos caros, nem o programa espacial, nem
nada: essas coisas não passaram de sintomas da doença de desamor. Febre
superficial da causa profunda da desafeição, do desprezo, da indiferença.
Quem diria que a
falta de amor faz falir, hem?
Mas faz. E é sempre
ela, EM TODOS OS CASOS.
Vitória,
quinta-feira, 18 de setembro de 2003.
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