Tretas
Californianas
Com isso da eleição do Trump, quando quase
toda a imprensa dos EUA (e dos outros lugares, que nada tem a ver com isso, como
o Brasil) apostava na Hillary e dizia que ela já tinha ganhado, quando Trump
ganhou a Califórnia passou a fazer movimento de separação visando constituir a
Nação da Califórnia.
SEPARAÇÃO
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247
Califórnia reage a Trump e quer se separar dos EUA
Está ganhando força uma campanha que promove a separação da Califórnia
após a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos; secretário
do estado, Alex Padilla autorizou o início do recolhimento das quase 600 mil
assinaturas necessárias para submeter a medida à votação nas próximas
eleições legislativas, de novembro de 2018; fora dos EUA, o estado teria a
sexta economia do planeta; avalia-se que a Califórnia não está em sintonia
com as posições conservadores de Trump.
8 de janeiro de 2017
247- Está ganhando força uma campanha
que promove a separação do estado da Califórnia após a chegada de Donald
Trump à presidência dos Estados Unidos. O secretário de Estado da
Califórnia, Alex Padilla, autorizou, na quinta-feira (26), o início do recolhimento
das quase 600 mil assinaturas necessárias para submeter a medida à votação
nas próximas eleições legislativas, de novembro de 2018. Avalia-se que a
Califórnia não está em sintonia com o governo de Trump.
Os militantes em prol da "Nação da Califórnia", movimento
também chamado de Calexit, iniciarão o recolhimento e precisam das
assinaturas de 8% dos eleitores inscritos na Califórnia — exatamente 585.407
— até o dia 25 de julho para dar sinal verde à consulta.
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São oportunistas:
1) Como quem faz acordo
e se os resultados não lhe são favoráveis, abandona;
2) Como quem encomenda produto
e quando fica pronto põe defeito e não paga;
3) Como o amigo das
horas boas que na hora ruim escafede;
4) Como a esposa casada “para
os momentos bons e ruins” que, vendo as dificuldades financeiras, vai para a casa
da mãe.
Não são democratas, porque não aceitam o
resultado das urnas, sistema que ajudaram a instalar e que, ao pedir a adesão da
República da Califórnia à República em 09 de julho de 1846 (em 2017, 171 anos),
ratificaram, concordaram. Eles que pediram, ninguém impôs. É como filho ou
filha que perante discussão no lar o abandonam, em vez de ficar para consertar
(se estiver errado, nem sabemos se está).
Não são republicanos, na primeira dificuldade
abandonam a República.
Eu, por mim, deixaria ir.
São ricos, o primeiro estado/província do
mundo em PIB, mas foram construídos pelos outros americanos, que foram para lá
e a separaram do México (aliás, eles são malucos, existe outro movimento de se
juntar a esta nação) e, mais, foram financiados pelos outros estados, que
existiam antes, sem falar em todos os americanos migrantes.
Então, nunca pode separar?
Claro que sim. Os EUA se separaram da
Inglaterra, o Brasil se separou de Portugal, a geo-história do mundo é essa.
Contudo, não nesta situação covarde.
Ah, não concordei, não recebi exatamente o
que impus, vou embora.
Chantagem de estado rico.
OS
OUTROS ESTADOS UNIDOS E A CALIFÓRNIA
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TODO E FRAÇÃO.
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ÁREA (milhares de
km2).
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PIB (trilhões US$,
2013).
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POPULAÇÃO (milhões,
2016).
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EUA
|
9.834,0
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16,8
|
323,0
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EUA (sem
Califórnia).
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9.410,0
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14,6
|
283,7
|
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CALIFÓRNIA.
|
424,0
|
2,2
|
39,3
|
|
Razão.
|
4,5 %
|
15,1 %
|
13,9 %
|
|
RESTO EUA.
|
95,5 %
|
84,9 %
|
86,1 %
|
Em 2015 a Califórnia sozinha ultrapassou a
França e o Brasil e tornou-se a 6ª economia mundial, o que é feito extraordinário,
eles são muito produtivos. O produto de área, PIB e população (impróprio, seria
preciso igualar os anos) dos californianos seria de 945 versus 698 mil do restante,
0,135 % do resto, pouco mais de um milésimo. Sem falar que os EUA-restante
imporiam condições de transferência de Conhecimento geral, restrições de
compra-venda, etc., e ficariam com imensa raiva, pois a Califórnia separada
seria vista com traidora do pacto federativo.
O orgulho (fama, beleza, poder, riqueza) é
péssimo conselheiro. Como quando Creso, riquíssimo e poderoso rei da Lídia,
consultou o oráculo de Delfos e foi vaticinado que “um grande império será
destruído” se ele invadisse a Pérsia, o que aconteceu, o seu próprio.
Tudo parece favorável em pensamento.
Sem dúvida, seria uma grande potência, a
sexta do mundo.
Contudo, o futuro não tem só coisas
favoráveis.
Vitória, domingo, 12 de março de 2017.
GAVA.
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