Tantos Assim?
Por ocasião dessa
greve contra o Projeto (errado) da Previdência do Presidente Lula em 2003, os
funcionários colocaram em outdoors no ES a quantidade de deles, dos que existem
por aqui, o que nunca tínhamos ficado sabendo:
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NÍVEL
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QUANTIDADE
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PERCENTUAL
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Federais
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18 mil
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12,0 %
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Estaduais
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70 mil
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48,0 %
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Municipais
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58 mil
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40,0 %
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TOTAL
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146 MIL
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100,0 %
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Mesmo sabendo que são diferentes áreas
de prestação de serviços ainda acho que somos muitos, pois sou funcionário
estadual, especificamente da Secretaria de Estado da Fazenda, SEFAZ/ES. Nela
lutei para reduzir o número que existia, de 1.450 quanto entramos, até o
presente de 450 mais os que entraram (contra minha vontade) por concurso
público, última voz vencida. Se formos 3,3 milhões de habitantes no Espírito
Santo, então temos coisas de um funcionário para pouco mais de 20 pessoas.
Sempre acreditei que poderíamos prestar três vezes tanto serviço quanto com
metade dos funcionários, ou seja, uma produtividade de pelo menos 500 a 600 % a
perseguir.
O que vemos nas repartições (onde detesto ir,
sou fiscal de divisa) é muita fofoca, perseguição, falta do que fazer (chefes
chefiando a si mesmos), projetos redundantes, faltas de idéias, cópias
desautorizadas de idéias alheias, deboche, adulação, ausência (“para resolver
um negocinho”), licenças médicas aos montes, pessoal capacho dos chefes, desvio
de verbas, licitações mal-feitas, desperdícios, de tudo mesmo – pouca gente
dedicada e empenhada no atendimento do bem-público ou nacional ou do povelite.
Um esculacho total. A Academia (universidades, faculdades isoladas, institutos)
deveria se dedicar a investigar profundamente, por ordem dos próprios governos
ou a pedido das empresas ou dos órgãos internacionais de gestão, no sentido de
expurgar mesmo os acomodados.
Ganham muito, produzem pouco, não se
requalificam, vivem de bajulação aos de cima e de acintosas humilhações aos de
baixo.
O Serviço Público (todo ele) deveria
ser investigado a fundo e o quando antes.
Vitória, segunda-feira, 25 de agosto
de 2003.
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