quinta-feira, 16 de março de 2017


Sub-Bombas

 

                            Nas Idéias (agora 4,65 mil) imaginei que, não havendo mais necessidades de direção humana presente nas máquinas, elas poderiam ser teleguiadas e poderíamos diminuir seus tamanhos e aumentar suas velocidades, com isso transferindo por unidade de tempo a mesma quantidade de carga – e outros raciocínios.

                            Assim sendo, submarinos podem ficar pequenos, bem como trens, barcos, aviões, tudo mesmo. Então o Diogo Mainardi, da Veja, gozou o minisubmarino atômico que os militares vêm construindo já ao custo de um bilhão de dólares, sem terminar, e eu disse que isso poderia servir de modelo para proliferação de toda uma casta deles, e dei conselhos sobre os VLS, veículos lançados de satélites (explodiu um em Alcântara, no Maranhão).

                            Bem, podem ser também construídas sub-bombas, submarinos-bombas que chegue até determinado ponto da costa ou de lançamento por debaixo da água e dali alcem vôo como mísseis, tudo teleguiado. Não seria necessário um submarino imenso, que custa, pelo que ouvi no Discovery, um e meio bilhão de dólares cada, mais toda a gente que pode se perder, mais os mísseis que devem ser manipulados, etc., toda uma parafernália.

                            Podem ser feitos, pelo mesmo preço, mil sub-bombas (sempre para defesa), depois tornadas supercorriqueiras, feitas aos montes em inúmeras fábricas espalhadas e não em um ou outro estaleiro supervisado. As fábricas poderiam ficar em terra ou até na hinterland, no interior do país, indo de trem até o mar, ou por rio. A fábrica de submarinos já seria a fábrica de bombas (espero ardentemente que os seres humanos parem de brigar entre si). Do mesmo modo para os aviões.

                            Vitória, quarta-feira, 17 de setembro de 2003.

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