Quer um Cafezinho?
Naturalmente antes
oferecia-se um café, geralmente em xícara, que depois diminuiu com o
depauperamento crescente e vinha numa “xicrinha”, a seguir num copo plástico,
depois num copinho.
E passamos a ouvir
de pó de café que além dos grãos moídos trazem galhos, folhas, pedras, milho e
outros restos. Agora mesmo, no Café CONFUSO, senti cheio de restos de peixe – e
tudo com o Selo ABINC de qualidade do café. Só o ES produz mais de sete milhões
de sacas, que a uma média de digamos, 150 reais por saca, dá aí mais de 300
milhões de dólares por ano, merecendo a contagem da geo-história, como já pedi
alhures.
O que vem no café,
no pó de café?
Em vários lugares,
visando contrastar a desconfiança das pessoas oferece-se moer os grãos à vista da
clientela em máquinas próprias para isso, mas dificilmente alguém pede isso. O
que vem no pó de café? Seria interessante especialistas contarem as histórias
que presenciaram ou ficaram sabendo, de tal forma que possamos rir um pouco de
nossas desgraças, de estar bebendo a bebida nacional por excelência com uma
quantidade enorme de aditivos, inclusive proteína de germes, peixes e outros
bichos, como baratas e ratos, quem sabe?
Que horrores
despontarão?
Um povo inteiro
enganado, sem falar que o melhor café é exportado (os impostos de exportação
foram retirados pela malfadada Lei Kandir, um desses crápulas que golpearam o
Brasil a serviço dos estrangeiros), deixando-nos com o restolho, o café de
segunda, de terceira, de quarta, sei lá. Acho que retratar isso seria um pouco
retratar a dependência brasileira, a subserviência das elites daqui às de lá, e
a falta de respeito das daqui pelo nosso povo.
Vitória,
quarta-feira, 03 de setembro de 2003.
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