sábado, 11 de março de 2017


Psicologia, Economia e Pedagogia

 

                            Naturalmente no modelo Psicologia é composta de:

·        Figuras ou psicanálises;

·        Objetivos ou psico-sínteses;

·        Produções ou economias;

·        Organizações ou sociologias;

·        Espaçotempos ou geo-histórias.

A ECONOMIA, de:

1.       Agropecuária/extrativismo;

2.      Indústrias;

3.      Comércio;

4.     Serviços;

0.     Bancos.

O que isso têm a ver com o título?

Pedagogia é a prateoria da transferência do Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática), de modo que teríamos uma pedagogia para cada transferência dessas, por exemplo, a TRANSFERÊNCIA TÉCNICA, que se dá entre os que dispõem e os que não dispõe de conhecimento técnico. Esse conhecimento técnico de que se dispõe pode ter também PRÁTICO e TEÓRICO. Pode ser MAIS APURADO e MENOS APURADO, pode se dar a nível leigo e a nível profissional, neste caso proporcionado por mestres, doutores, pós-doutores, pesquisadores de campo.

Pode ser ortodoxo, segundo as normas ou paradigmas ou programas ou disposições acadêmicas, ou pode ser heterodoxo, sem um programa retificador e controlador, fazendo-se à medida das exigências, isto é, respondendo às chamadas dos alunos na medida que se forem fazendo, criando um vínculo muito estreito entre aluno e professor, entre demandante e demandado, entre o que busca e o que é buscado. Naturalmente as PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) e AMBIENTES (municípios/cidades, estados, nações e mundo) produzindo conhecimento hoje são muitos, porisso um professor nunca se basta, se não é tolo – busca re-conhecimento nos conjuntos. A mídia (TV, Revista, Jornal, Livro/Editoria, Rádio e Internet) pode participar, como vem fazendo nos últimos tempos. E podem aparecer institutos que pesquisem & desenvolvam MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA. Seria preciso olhar os sentinterpretadores externinternos, isto é, os órgãos dos sentidos que estão fora do cérebro e o cérebro que interpreta. E há a POTêNCIA DOS MUNDOS, do primeiro ao quarto, suas capacidades próprias.

Então, nós deveríamos focar: como aumentar as taxas, como diminuir as perdas, como reter melhor na memória, etc? Antes, durante e depois, como podemos melhorar a tecnociência da transferência do conhecimento, a Pedagogia? Certamente faz todo sentido fazer referência às origens, por exemplo, no Brasil não-unicamente às dos descendentes de europeus, também dos descendentes de africanos, dos descendentes de asiáticos, dos descendentes de nativos americanos. A ordem é boa, mas metade do tempo da classe de aula deveria ser anárquico, à velocidade de todos e cada um. A menção aos problemas brasileiros reais seria fundamental.

Poderíamos perguntar qual é a ECONOMIA PEDAGÓGICA hoje, isto é, qual o rendimento da transferência, visto que ela se dá somente sob a ótica burguesa, nunca pelo lado das indagações dos pensamentos e sentimentos dos socialmente oprimidos. Em que medida a Pedagogia está inventando uma NOVA ALMA, ou seja, uma NOVA IDENTIDADE BRASILEIRA? Como a Pedagogia pode voltar-se para criar pequenas variações à Paulo Freire no ensinaprendizado das 6,5 mil profissões? Como preparar modos diferentes para a Chave do Labor (pedagogia operária, pedagogia intelectual, pedagogia financista, pedagogia militar e pedagogia burocrática)?

                            Em resumo, como a Pedagogia pode inventar uma nova Psicologia Brasileira, como ela pode ser instrumento de nossa libertação e de uma grande revolução local?

                            Vitória, domingo, 31 de agosto de 2003.

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