Psicologia, Economia
e Pedagogia
Naturalmente no
modelo Psicologia é composta de:
·
Figuras
ou psicanálises;
·
Objetivos
ou psico-sínteses;
·
Produções
ou economias;
·
Organizações
ou sociologias;
·
Espaçotempos
ou geo-histórias.
A ECONOMIA, de:
1. Agropecuária/extrativismo;
2. Indústrias;
3. Comércio;
4. Serviços;
0. Bancos.
O que isso têm a ver com o título?
Pedagogia é a prateoria da
transferência do Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião,
Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática), de modo que teríamos uma
pedagogia para cada transferência dessas, por exemplo, a TRANSFERÊNCIA TÉCNICA,
que se dá entre os que dispõem e os que não dispõe de conhecimento técnico. Esse
conhecimento técnico de que se dispõe pode ter também PRÁTICO e TEÓRICO. Pode
ser MAIS APURADO e MENOS APURADO, pode se dar a nível leigo e a nível
profissional, neste caso proporcionado por mestres, doutores, pós-doutores,
pesquisadores de campo.
Pode ser ortodoxo, segundo as normas
ou paradigmas ou programas ou disposições acadêmicas, ou pode ser heterodoxo,
sem um programa retificador e controlador, fazendo-se à medida das exigências,
isto é, respondendo às chamadas dos alunos na medida que se forem fazendo,
criando um vínculo muito estreito entre aluno e professor, entre demandante e
demandado, entre o que busca e o que é buscado. Naturalmente as PESSOAS
(indivíduos, famílias, grupos e empresas) e AMBIENTES (municípios/cidades,
estados, nações e mundo) produzindo conhecimento hoje são muitos, porisso um
professor nunca se basta, se não é tolo – busca re-conhecimento nos conjuntos.
A mídia (TV, Revista, Jornal, Livro/Editoria, Rádio e Internet) pode
participar, como vem fazendo nos últimos tempos. E podem aparecer institutos
que pesquisem & desenvolvam MÉTODOS DE TRANSFERÊNCIA. Seria preciso olhar
os sentinterpretadores externinternos, isto é, os órgãos dos sentidos que estão
fora do cérebro e o cérebro que interpreta. E há a POTêNCIA DOS MUNDOS, do
primeiro ao quarto, suas capacidades próprias.
Então, nós deveríamos focar: como
aumentar as taxas, como diminuir as perdas, como reter melhor na memória, etc?
Antes, durante e depois, como podemos melhorar a tecnociência da transferência
do conhecimento, a Pedagogia? Certamente faz todo sentido fazer referência às
origens, por exemplo, no Brasil não-unicamente às dos descendentes de europeus,
também dos descendentes de africanos, dos descendentes de asiáticos, dos
descendentes de nativos americanos. A ordem é boa, mas metade do tempo da
classe de aula deveria ser anárquico, à velocidade de todos e cada um. A menção
aos problemas brasileiros reais seria fundamental.
Poderíamos perguntar qual é a ECONOMIA
PEDAGÓGICA hoje, isto é, qual o rendimento da transferência, visto que ela se
dá somente sob a ótica burguesa, nunca pelo lado das indagações dos pensamentos
e sentimentos dos socialmente oprimidos. Em que medida a Pedagogia está
inventando uma NOVA ALMA, ou seja, uma NOVA IDENTIDADE BRASILEIRA? Como a
Pedagogia pode voltar-se para criar pequenas variações à Paulo Freire no
ensinaprendizado das 6,5 mil profissões? Como preparar modos diferentes para a
Chave do Labor (pedagogia operária, pedagogia intelectual, pedagogia
financista, pedagogia militar e pedagogia burocrática)?
Em resumo, como a
Pedagogia pode inventar uma nova Psicologia Brasileira, como ela pode ser
instrumento de nossa libertação e de uma grande revolução local?
Vitória, domingo, 31
de agosto de 2003.
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