Os Novos Tanques de
Pensimaginação
Quando Herman Kahn e
sua turma fundaram o Instituto Hudson - de futurologia - em 1961 em Hudson, condado
de Marion, em Indianápolis, capital e maior cidade do estado de Indiana, EUA,
por princípio cometeram pelo menos um erro – mas não sabiam disso, pois o
modelo só começaria a nascer em 1992, embora os pares polares de
opostos/complementares fossem conhecidos há muito tempo e fossem mencionados
ocasionalmente desde os fundamentos do taoísmo, lá pelo sexto século antes de
Cristo.
É que eles chamaram
de TANQUE DE PENSAMENTO e naturalmente existe a imaginação também, de modo que
teria sido preferível denominar TANQUE DE PENSIMAGINAÇÃO, visando todo o
Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica
e Matemática) e não apenas a porção racional. Aí já erraram 50 %.
Acontece que, como
quase todos, preferiram apenas acertar (veja artigo Uma Política de Erros, neste Livro 41); como a dialética prevê, por
forçarem numa direção caminharam noutra, erraram. Ora, o certo seria: a) pelo
menos observar os erros cometidos, levando-os em conta; b) praticar abertamente
uma política CONTRÁRIA de errar sistematicamente. Então, o IH só tinha 25 % de
chances, desde o começo, porque além de estar emocionalmente desequilibrado não
levou em conta a propensão que há em errar.
A seguir, é preciso
pensar (e imaginar) que eles viam o universo pelos traços e a ótica do primeiro
e segundo mundos, sem levar em conta o terceiro e o quarto, e isso baixa a taxa
de eficácia para 12,5 %. Em seguida, não incluíram as demais classes da
Bandeira do Labor (operários, financistas e militares, e o centro, burocratas;
excluíram então 75 %), daí as chances desceram a perto de 3 %. E assim por
diante: não tinham um modelo completo que os tirasse das parcialidades
interesseiras (só em parte listadas com separação de mundos e de classes), não
pensaram que podiam estar partindo de premissas erradas, etc.
Enfim, desde o
princípio, desde os fundamentos, o IH estava errado, já em sua formulação ou
proposta constitucional. Como é que não vimos isso? Não vimos porque não
tínhamos o modelo e tenderíamos a julgá-los com parcialidade, também, COMO
OPOSIÇÃO política.
Na constituição dos
novos T-P/I muitos desses erros podem ser previstos e deletados.
Vitória, domingo, 14
de setembro de 2003.
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