quarta-feira, 15 de março de 2017


Os Novos Tanques de Pensimaginação

 

                            Quando Herman Kahn e sua turma fundaram o Instituto Hudson - de futurologia - em 1961 em Hudson, condado de Marion, em Indianápolis, capital e maior cidade do estado de Indiana, EUA, por princípio cometeram pelo menos um erro – mas não sabiam disso, pois o modelo só começaria a nascer em 1992, embora os pares polares de opostos/complementares fossem conhecidos há muito tempo e fossem mencionados ocasionalmente desde os fundamentos do taoísmo, lá pelo sexto século antes de Cristo.

                            É que eles chamaram de TANQUE DE PENSAMENTO e naturalmente existe a imaginação também, de modo que teria sido preferível denominar TANQUE DE PENSIMAGINAÇÃO, visando todo o Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática) e não apenas a porção racional. Aí já erraram 50 %.

                            Acontece que, como quase todos, preferiram apenas acertar (veja artigo Uma Política de Erros, neste Livro 41); como a dialética prevê, por forçarem numa direção caminharam noutra, erraram. Ora, o certo seria: a) pelo menos observar os erros cometidos, levando-os em conta; b) praticar abertamente uma política CONTRÁRIA de errar sistematicamente. Então, o IH só tinha 25 % de chances, desde o começo, porque além de estar emocionalmente desequilibrado não levou em conta a propensão que há em errar.

                            A seguir, é preciso pensar (e imaginar) que eles viam o universo pelos traços e a ótica do primeiro e segundo mundos, sem levar em conta o terceiro e o quarto, e isso baixa a taxa de eficácia para 12,5 %. Em seguida, não incluíram as demais classes da Bandeira do Labor (operários, financistas e militares, e o centro, burocratas; excluíram então 75 %), daí as chances desceram a perto de 3 %. E assim por diante: não tinham um modelo completo que os tirasse das parcialidades interesseiras (só em parte listadas com separação de mundos e de classes), não pensaram que podiam estar partindo de premissas erradas, etc.

                            Enfim, desde o princípio, desde os fundamentos, o IH estava errado, já em sua formulação ou proposta constitucional. Como é que não vimos isso? Não vimos porque não tínhamos o modelo e tenderíamos a julgá-los com parcialidade, também, COMO OPOSIÇÃO política.

                            Na constituição dos novos T-P/I muitos desses erros podem ser previstos e deletados.

                            Vitória, domingo, 14 de setembro de 2003.

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