sábado, 10 de junho de 2017


Conceitos de Beleza


 

                            Em geral abordam a beleza irracionalmente, quer dizer, sem julgamento de valor, sem aprofundar os parâmetros. É apenas o caso de olhar e gostar ou desgostar e pronto.

                            OS PADRÕES DE BELEZA (o que é uma família bonita?)

·        PADRÕES PESSOAIS:

1.       Padrões individuais;

2.      Padrões familiares;

3.      Padrões grupais;

4.     Padrões empresariais;

·        PADRÕES AMBIENTAIS:

1.       Padrões municipais/urbanos;

2.      Padrões estaduais;

3.      Padrões nacionais;

4.     Padrões mundiais.

A Terra-mundo é tautologicamente considerada bela em seu estado azul presente, mas é tecnocientificamente errado afirmar o único exemplo como declaração de toda uma classe.

O que é uma Psicologia bela?

QUE BELA ALMA!

·        Beleza das figuras ou psicanálises;

·        Beleza dos objetivos ou psico-sínteses (servir os outros é considerado por quase todos um belo objetivo, mas se for ajudar um ditador a destruir vidas alheias ainda seguirá sendo?);

·        Beleza das economias ou produções;

·        Beleza das sociologias ou organizações;

·        Beleza das geo-histórias ou espaçotempos.

O que é uma unidade produtiva (agropecuária/extrativista, industrial, comercial, de serviços, bancária) bela? Qual seria o padrão de beleza de uma empresa industrial? Se um tecnartista é chamado a opinar, ele produz algo que agrada, mas não passa adiante o saber; quando ele morre a produção daquele padrão de beleza morre com ele. Queremos poder reproduzir racionalmente, multiplicar por dezenas, centenas, milhares de vezes, e coisas cada vez mais belas, mais deslumbrantes. Se figuras são belas, por quê o são? Mulheres para os homens, estes para elas são belos por diferentes motivos. Como podemos fazer um programáquina que aponte taxativamente e gradue a beleza de um a cem? Queremos um P/M que apontado para um objeto ou pessoa nos dê um percentual: “X é 72 % belo”, (você bem poderia ver a utilidade dele para as indústrias da moda) segundo os carregamentos de padrões daquela coletividade extratora. Se não soubermos o que é beleza não poderemos construir tal máquina. E eis a dificuldade: não sabemos. Eis a urgência: precisamos saber.

Evidentemente a beleza é coetânea com os adjetivos, é do mesmo tempo deles: liberdade, leveza, pureza, dignidade, sinceridade convivem com a beleza, incrementam-na, multiplicam-na. Seria preciso olhar todos os adjetivos, pois eles contribuem poderosamente para a satisfação estética. Os estetas deveriam usar os dicionários para aprender beleza.

Outro critério seria a simetria, que se abre num leque.

SIMETRIAS NA PONTESCADA CIENTÍFICA


·        Simetrias físico-químicas;

·        Simetrias biológicas-p.2;

·        Simetrias psicológicas-p.3;                 PASSADO                                   

·        Simetrias informacionais-p.4;            FUTURO

·        Simetrias comsológicas-p.5;

·        Simetrias dialógicas-p.6 (essas são afeitas, entre outras coisas, às composições ou criações poéticas e prosódicas).

De algumas dessas nem ouvimos falar.

Poderíamos investigar as simetrias espaçotemporais: a) simetrias espaciais ou geométricas ou analógicas; b) simetrias temporais ou algébricas ou digitais. Os magos usam muito fazer mandalas, que são estudos ou modelos – tanto os espaciais quanto os temporais. E os cientistas, que se julgam tão adiantados, nem depararam ainda com o quê os magos já fazem há milênios: interferirem na psiquê e no corpo humano com sinais e tempos. Poderíamos falar de ciclos do agente, das ondas da personalidade, e de sua relação com o objeto ou a pessoa olhada; a privação de uma coisa pode tornar os exemplos mais corriqueiros dela extremamente apetitosos.

Ah, tudo isso nos diz como a humanidade é primitiva!

Não só não tem o programáquina como não sabe nem construí-lo, pois não sabe racionalmente o que é a beleza. Que coisa tão engraçada.

Vitória, sexta-feira, 16 de abril de 2004.

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