Conceitos
de Beleza
Em geral abordam a
beleza irracionalmente, quer dizer, sem julgamento de valor, sem aprofundar os
parâmetros. É apenas o caso de olhar e gostar ou desgostar e pronto.
OS PADRÕES DE BELEZA (o que é
uma família bonita?)
·
PADRÕES PESSOAIS:
1. Padrões individuais;
2. Padrões familiares;
3. Padrões grupais;
4. Padrões empresariais;
·
PADRÕES AMBIENTAIS:
1. Padrões
municipais/urbanos;
2. Padrões estaduais;
3. Padrões nacionais;
4. Padrões mundiais.
A Terra-mundo é tautologicamente considerada bela em seu
estado azul presente, mas é tecnocientificamente errado afirmar o único exemplo
como declaração de toda uma classe.
O que é uma Psicologia bela?
QUE BELA ALMA!
·
Beleza
das figuras ou psicanálises;
·
Beleza
dos objetivos ou psico-sínteses (servir os outros é considerado por quase todos
um belo objetivo, mas se for ajudar um ditador a destruir vidas alheias ainda
seguirá sendo?);
·
Beleza
das economias ou produções;
·
Beleza
das sociologias ou organizações;
·
Beleza
das geo-histórias ou espaçotempos.
O que é uma unidade produtiva (agropecuária/extrativista,
industrial, comercial, de serviços, bancária) bela? Qual seria o padrão de
beleza de uma empresa industrial? Se um tecnartista é chamado a opinar, ele
produz algo que agrada, mas não passa adiante o saber; quando ele morre a
produção daquele padrão de beleza morre com ele. Queremos poder reproduzir
racionalmente, multiplicar por dezenas, centenas, milhares de vezes, e coisas
cada vez mais belas, mais deslumbrantes. Se figuras são belas, por quê o são?
Mulheres para os homens, estes para elas são belos por diferentes motivos. Como
podemos fazer um programáquina que aponte taxativamente e gradue a beleza de um
a cem? Queremos um P/M que apontado para um objeto ou pessoa nos dê um
percentual: “X é 72 % belo”, (você bem poderia ver a utilidade dele para as
indústrias da moda) segundo os carregamentos de padrões daquela coletividade
extratora. Se não soubermos o que é beleza não poderemos construir tal máquina.
E eis a dificuldade: não sabemos. Eis a urgência: precisamos saber.
Evidentemente a
beleza é coetânea com os adjetivos, é do mesmo tempo deles: liberdade, leveza,
pureza, dignidade, sinceridade convivem com a beleza, incrementam-na,
multiplicam-na. Seria preciso olhar todos os adjetivos, pois eles contribuem
poderosamente para a satisfação estética. Os estetas deveriam usar os
dicionários para aprender beleza.
Outro critério seria
a simetria, que se abre num leque.
SIMETRIAS
NA PONTESCADA CIENTÍFICA
·
Simetrias
físico-químicas;
·
Simetrias
biológicas-p.2;
·
Simetrias psicológicas-p.3; PASSADO
·
Simetrias
informacionais-p.4; FUTURO
·
Simetrias
comsológicas-p.5;
·
Simetrias
dialógicas-p.6 (essas são afeitas, entre outras coisas, às composições ou
criações poéticas e prosódicas).
De algumas dessas nem ouvimos falar.
Poderíamos investigar
as simetrias espaçotemporais: a) simetrias espaciais ou geométricas ou
analógicas; b) simetrias temporais ou algébricas ou digitais. Os magos usam
muito fazer mandalas, que são estudos ou modelos – tanto os espaciais quanto os
temporais. E os cientistas, que se julgam tão adiantados, nem depararam ainda
com o quê os magos já fazem há milênios: interferirem na psiquê e no corpo
humano com sinais e tempos. Poderíamos falar de ciclos do agente, das ondas da
personalidade, e de sua relação com o objeto ou a pessoa olhada; a privação de
uma coisa pode tornar os exemplos mais corriqueiros dela extremamente
apetitosos.
Ah, tudo isso nos diz
como a humanidade é primitiva!
Não só não tem o
programáquina como não sabe nem construí-lo, pois não sabe racionalmente o que
é a beleza. Que coisa tão engraçada.
Vitória, sexta-feira,
16 de abril de 2004.
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