sexta-feira, 14 de abril de 2017


Universidade de Governo

 

                        Existem como graus ou patamares ou níveis educacionais o pré-primário, primeiro e segundo graus, universidade, mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas os governos não têm uma universidade que ensine a representação do Estado (cidades/municípios, estados, nações e mundo; por governantes do Executivo, políticos do Legislativo, juizes do Judiciário) com o emprego de PESSOAS (empresas, grupos, famílias e indivíduos). Há de tudo, menos universidades de governo.

                        Aparentemente não são necessárias, porque deve ser muito fácil governar. E talvez seja por pensarmos assim que as coisas estão tão ruins, com tantos governos porqueira através do Espírito Santo, do Brasil e do planeta.

                        Claro, existem cursos aqui e acolá que treinam tanto para empresas quanto para governos administradores, economistas, advogados, contadores, etc., mas não especificamente para governar, para entender o que seja o Governo geral e o Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática) dele, embora o Governo, contando desde a invenção da escrita na Suméria em 3,5 mil anos antes de Cristo, exista há 5,5 mil anos, mais de 183 gerações de 30 anos. E nestes últimos 30 anos o mundo cresceu em complexidade uma barbaridade, uma enormidade – foi um verdadeiro atropelamento.

                        Que os governantes e demais operadores do Estado não sintam necessidade de uma universidade especial diz bem quanto desprezo eles dedicam a todos nós, em particular ao povo.

                        Qualquer um se aplica à política e à governança, embora para ser juiz seja necessário o grau de advogado. Se fosse assim com os prédios, as cirurgias, os tratamentos dentários e tantas outras coisas, estaríamos fritos, “na pior mesmo”, como diz o povo. Não entregamos a construção de um prédio, que envolve algumas famílias apenas, a qualquer um, mas aos governos - que lidam com milhares e milhões - podem se candidatar todos e qualquer um. É um disparate, não é?

                        Vitória, terça-feira, 02 de dezembro de 2003.

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