Universidade de
Governo
Existem
como graus ou patamares ou níveis educacionais o pré-primário, primeiro e
segundo graus, universidade, mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas os
governos não têm uma universidade que ensine a representação do Estado (cidades/municípios,
estados, nações e mundo; por governantes do Executivo, políticos do
Legislativo, juizes do Judiciário) com o emprego de PESSOAS (empresas, grupos,
famílias e indivíduos). Há de tudo, menos universidades de governo.
Aparentemente não são
necessárias, porque deve ser muito fácil governar. E talvez seja por pensarmos
assim que as coisas estão tão ruins, com tantos governos porqueira através do
Espírito Santo, do Brasil e do planeta.
Claro, existem cursos
aqui e acolá que treinam tanto para empresas quanto para governos administradores,
economistas, advogados, contadores, etc., mas não especificamente para
governar, para entender o que seja o Governo geral e o Conhecimento
(Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e
Matemática) dele, embora o Governo, contando desde a invenção da escrita na
Suméria em 3,5 mil anos antes de Cristo, exista há 5,5 mil anos, mais de 183
gerações de 30 anos. E nestes últimos 30 anos o mundo cresceu em complexidade
uma barbaridade, uma enormidade – foi um verdadeiro atropelamento.
Que os governantes e
demais operadores do Estado não sintam necessidade de uma universidade especial
diz bem quanto desprezo eles dedicam a todos nós, em particular ao povo.
Qualquer um se aplica à
política e à governança, embora para ser juiz seja necessário o grau de
advogado. Se fosse assim com os prédios, as cirurgias, os tratamentos dentários
e tantas outras coisas, estaríamos fritos, “na pior mesmo”, como diz o povo.
Não entregamos a construção de um prédio, que envolve algumas famílias apenas, a
qualquer um, mas aos governos - que lidam com milhares e milhões - podem se
candidatar todos e qualquer um. É um disparate, não é?
Vitória, terça-feira, 02
de dezembro de 2003.
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