sábado, 15 de abril de 2017


Pobres Infelizes

 

                            Na Rede Cognata (veja no Livro 2, artigo Rede e Grade Signalíticas) pobres = INFELIZES (se L = B) = SUJOS = SANDÁLIAS, etc., de modo que vale mesmo, mas me lembrei que os ricos não podem ver pobres pulando felizes na água para se sentirem incomodados e começarem a dizer que a água está suja = PODRE = POBRE. Ficam incomodados quase todos em ver a alegria esfuziante daquelas crianças esfarrapadas que pulam e saltitam e se jogam na água com estardalhaço, o que me faz vibrar também. Os ricos ficam tiriricas, furiosos.

                            Independentemente de ser ou não autorizado pela RC quero saber de um livro que faça levantamentos das alegrias dos pobres e miseráveis em todo o mundo, por cultura ou nação ou grupo delas, de modo que possamos ter um mostruário adequado dessa contagiante autonomia das crianças e adultos.

                            Enfim, COMO OS POBRES PROCURAM E ACHAM A FELICIDADE, a alegria de ser e estar, sem o TER que parece autorizar exclusivamente o bem-estar? Como os pobres burlam a pobreza abjeta a que as condenaram as burguesias do mundo-Terra atual? Como fazem com as sobras ou pobrezas ou sombras do TER alheio para deixarem vazar a amplidão de alma? Como é que devendo pela natureza dos empurrões das burguesias ser contidos se tornam amplos e incontidos? Como, apesar da vigilância das polícias e dos exércitos, os pobres e miseráveis condenados a sangrar saltam de dentro de suas prisões para tão altos vôos (e tanto mais altos quanto mais incomodam as burguesias vigilantes)? Seria muito legal ver tais fotos, não é? Seria legal também ler contos expressando justamente isso. Vou rir à bessa.

                            Vitória, terça-feira, 09 de dezembro de 2003.

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