Pobres Infelizes
Na Rede Cognata
(veja no Livro 2, artigo Rede e Grade
Signalíticas) pobres = INFELIZES (se L = B) = SUJOS = SANDÁLIAS, etc., de
modo que vale mesmo, mas me lembrei que os ricos não podem ver pobres pulando felizes
na água para se sentirem incomodados e começarem a dizer que a água está suja =
PODRE = POBRE. Ficam incomodados quase todos em ver a alegria esfuziante
daquelas crianças esfarrapadas que pulam e saltitam e se jogam na água com
estardalhaço, o que me faz vibrar também. Os ricos ficam tiriricas, furiosos.
Independentemente de
ser ou não autorizado pela RC quero saber de um livro que faça levantamentos
das alegrias dos pobres e miseráveis em todo o mundo, por cultura ou nação ou
grupo delas, de modo que possamos ter um mostruário adequado dessa contagiante
autonomia das crianças e adultos.
Enfim, COMO OS
POBRES PROCURAM E ACHAM A FELICIDADE, a alegria de ser e estar, sem o TER que
parece autorizar exclusivamente o bem-estar? Como os pobres burlam a pobreza
abjeta a que as condenaram as burguesias do mundo-Terra atual? Como fazem com
as sobras ou pobrezas ou sombras do TER alheio para deixarem vazar a amplidão
de alma? Como é que devendo pela natureza dos empurrões das burguesias ser
contidos se tornam amplos e incontidos? Como, apesar da vigilância das polícias
e dos exércitos, os pobres e miseráveis condenados a sangrar saltam de dentro
de suas prisões para tão altos vôos (e tanto mais altos quanto mais incomodam
as burguesias vigilantes)? Seria muito legal ver tais fotos, não é? Seria legal
também ler contos expressando justamente isso. Vou rir à bessa.
Vitória,
terça-feira, 09 de dezembro de 2003.
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