quarta-feira, 12 de abril de 2017


Pedagogia da ONU

 

                            Já vimos que a ONU (Organização das Nações Unidas) não tem uma Escola da ONU (pré-primário, primeiro e segundo graus, universidade, mestrado, doutorado, pós-doutorado). E isso se dá porque ela não tem um propósito de globaliz/ação, ato permanente de globalizar. Ela apenas se conserva desde 1945 para evitar guerras, o que não consegue, ou para organizar as nações como se estivessem unidas. É um palco, não é uma escola; e, sendo palco, resta saber se de circo, o que mais parece.

                            Ora, se a ONU pretendesse colocar uma Escola geral deveria antes de tudo ter uma pedagogia, uma prateoria de transferência de Conhecimento (Magia/Arte mundial, Teologia/Religião global, Filosofia/Ideologia planetária, Ciência/Técnica universal e Matemática internacional), uma PEDAGOGIA DA ONU.

                            Se não tem – e, parece, não quer ter, nem sente que deva ter, não consegue visualizar a necessidade de ter – é porque sequer vê como meta ou aspiração ou objetivo ou propósito o ter.

                            E qual seria este?

                            Seria o de globalizar, o que nunca tentou.

                            Já vimos que não é um organismo. Se nunca tentou ser é porque sempre se viu sujeita às vontades do Conselho de Segurança, em particular aos EUA. Nunca se viu como dotada de vontade própria, sempre obediente que foi, é e talvez continue sendo.

                            Se quisesse ter uma pedagogia deveria mirar primeiro o objeto, que seria, é lógico, estabelecer um governo mundial, com supremo AMBIENTE (mundo para nações, estados, municípios/cidades) de PESSOAS (empresas, grupos, famílias e indivíduos). Deveria ter, então, uma PEDAGOGIA PLANETARIZANTE, que tornasse as nações planetárias realmente membros de um governo mundial. Porém ela não se sente autorizada, nem muito menos competente para querer, dado que é títere, mamulengo do Conselho de Segurança.

                            A ONU sequer se acredita existente NO MUNDO. Ela é uma sombra, uma projeção, uma derivação das coisas substanciais, reais. Porisso não tem pedagogia nem Escola, pois só existe em virtual, como pau-mandado dos outros: “vá lá, cachorrinho”.

                            Vitória, quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.

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