quarta-feira, 12 de abril de 2017


Os Passos do Prisioneiro

 

                            Na Rede Cognata (no artigo Rede e Grade Signalíticas, Livro 2) homem = PRISIONEIRO = SÓ = SOZINHO = SOL = AMARELO, etc.

                            O que conduz o prisioneiro a sua prisão?

                            São seus desejos, que como vimos são as vontades exacerbadas, exageradas, dilatadas além do que seria natural. Excesso de vontade é desejo e o conjunto dos desejos conduz-nos às prisões onde cada um de nós habita, seja comendo, seja trabalhando igual uns loucos para ter carro, casa, piscina, viagens, mulheres, objetos, móveis, programas, processos, alimentos variadíssimos.

                            Os CANAIS DOS DESEJOS são os sentidos que nos levam aos OBJETOS DOS DESEJOS.

                            OS CANAIS

·       Canais auditivos;

·       Canais visuais;

·       Canais olfativos;

·       Canais palativos;

·       Canais táteis.

Os sentidos nos levam até os alimentos, bebidas, pastas, temperos e a tudo que constrói em volta de nós uma cerca invisível de prazeres que se substituem sempre, enquanto estamos vivos, prisioneiros desse sentir e desse pensar. São os passos do prisioneiro que o conduzem até a cadafalso ou a patíbulo. Ânsias numerosíssimas nos tornam sujeitos a essa contínua dependência.

E não há quem nos treine (fora Buda e o budismo, o ascetismo cristão, o ascetismo islamita, o ascetismo indiano, etc.) para desafiarmos vitoriosamente as angústias do TER que não se acabam nunca (pois já vimos que o TER é relativo, a riqueza é relativa, pode aumentar até o infinito). Não há treinamento para diminuir de tamanho, só para aumentar, para acrescer angústia e dor do não-TER, essa angústia que pode chegar ao infinito. Se isso não é coisa do demônio não sei de quem seria.

Enfim, só nos ensinam o caminho da prisão, da sujeição, de satanás – nunca o da redução. São circunferências e circunferências de aprisionamento, cada vez maiores e mais distantes do centro ou absoluto ou Cristo.

Vitória, quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.

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