Os Caminhos Retos do
Corvo
Num filme do canal
pago 52, Hallmark, um índio velho diz que "o corvo vê com um olho o
futuro, com outro o passado, porisso pode andar reto". Ou vice-versa, é
preciso colher as palavras exatas. Isso não passaria de uma declaração sujeita
a contestação não fosse a Rede Cognata (veja artigo Rede e Grade Signalíticas, Livro 2).
TRANDUZINDO O ÍNDIO (= ANTIGO)
·
Passado
= PRESENTE = FUTURO (se F = P); constituem uma tríade. Passado e futuro formam
um par polar oposto/complementar, de que o presente é o terceiro motor
operacional, a solução (e a única verdade, por sinal); assim sendo, só existe
mesmo o presente, de que os outros dois são as sombras;
·
Reto
= CORVO = OLHO (se L = D)
·
Outro
= DIREITO
·
Olho
= O/OUTRO (por semelhança, esquerda)
Traduzida a frase inteira, teríamos: O
RETO VÊ COM SUA (esquerda) O FUTURO, COM DIREITA O PASSADO, PORISSO PODE ANDAR
CERTO (= CURTO) – muitas traduções. Ou vice-versa. Como é que as pessoas podem
produzir um filme em inglês do qual a tradução em português se revela válida em
significado? Isso é totalmente assombroso para mim.
Falar de Deus é uma coisa, porque ele
é tão remoto, tão distante, mas quando tudo isso de incompreensível se
manifesta sobre nós torna-se um peso avassalador, com demasiada carga para
levar sem ajuda.
Vitória, domingo, 07 de dezembro de
2003.
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