quarta-feira, 12 de abril de 2017


Os Caminhos Retos do Corvo

 

                            Num filme do canal pago 52, Hallmark, um índio velho diz que "o corvo vê com um olho o futuro, com outro o passado, porisso pode andar reto". Ou vice-versa, é preciso colher as palavras exatas. Isso não passaria de uma declaração sujeita a contestação não fosse a Rede Cognata (veja artigo Rede e Grade Signalíticas, Livro 2).

                            TRANDUZINDO O ÍNDIO (= ANTIGO)

·       Passado = PRESENTE = FUTURO (se F = P); constituem uma tríade. Passado e futuro formam um par polar oposto/complementar, de que o presente é o terceiro motor operacional, a solução (e a única verdade, por sinal); assim sendo, só existe mesmo o presente, de que os outros dois são as sombras;

·       Reto = CORVO = OLHO (se L = D)

·       Outro = DIREITO

·       Olho = O/OUTRO (por semelhança, esquerda)

Traduzida a frase inteira, teríamos: O RETO VÊ COM SUA (esquerda) O FUTURO, COM DIREITA O PASSADO, PORISSO PODE ANDAR CERTO (= CURTO) – muitas traduções. Ou vice-versa. Como é que as pessoas podem produzir um filme em inglês do qual a tradução em português se revela válida em significado? Isso é totalmente assombroso para mim.

Falar de Deus é uma coisa, porque ele é tão remoto, tão distante, mas quando tudo isso de incompreensível se manifesta sobre nós torna-se um peso avassalador, com demasiada carga para levar sem ajuda.

Vitória, domingo, 07 de dezembro de 2003.

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