Os Choques de
Instalação da Ecologia Cíclica
Como já vimos a EC,
Ecologia Cíclica das mulheres, sendo o remédio para cura do dirigismo - doença
masculina de sobreafirmação da direção e sentido, que é linear, SEMPRE para
frente, de conquista de fronteiras, de ultrapassamentos, através dos venenos
químicos que foram postos nas origens pela atividade de caça – nem porisso será
julgado menos amargo pelos detentores unilaterais do poder, acreditando-se
estes diminuídos quando forem impedidos de prosseguir rumo ao abismo. Pois até
Tanatos, o princípio da morte, é gracioso para seus adeptos. O sadismo e o
masoquismo só são doenças para aqueles que de fora julgam e não participam;
evidentemente não são doenças para os que estão dentro. Os que destroem não se
julgam destruidores, mas civilizadores, dando-se mutuamente estátuas e aplausos
nos prêmios O Homem do Ano e coisas tais.
Com toda certeza a
instalação 50/50 da EC não será fácil.
Os choques não se
darão somente com as mulheres, pois a tendência é a da adesão dos homens. Na
realidade, assim com as revoluções não vem dos dominados e sim de porção dos
dominantes (vide as revoluções socioeconômicas: os dominados nunca se incomodam
com o domínio; consulte as revoluções para ver que são sempre as elites que se
põe à frente), a REVOLUÇÃO EC será feita inicialmente pelos homens e só depois
contará com a adesão das mulheres. A guerra que se seguirá será TERRÍVEL GUERRA
de homens, com mortos e feridos inevitáveis. Só depois o furor amansará, para
sequencialmente a EC se tornar feminina, doce, tranquila. Sendo assim, vendo o
favor que a EC fará ao mundo, preventivamente os governempresas devem cuidar de
promover ampla e antecipadamente discussões que amenizem tal guerra, pois de
outra forma teríamos muitos danos bilaterais dos dois grupos de homens (devemos
pensar que, havendo quatro sexos, com pseudomachos do lado das fêmeas e
pseudofêmeas do lado dos homens, os conflitos se alastrarão para os dois lados
e atingirão progressivamente toda a humanidade em todos os conjuntos).
Os G/E devem estar
cientes de que não podem poupar recursos no esfriamento dos conflitos, pois de
outra forma será horrível de se ver, já que agora se trata de conflito
terminal, não é mais como a coisa sem rumo de antes. Havendo nítida separação polar,
os choques tendem a rebentar infinitamente, isto é, sem contemporização, sem
refresco, indo até o fim. Não queremos tal fim, daí a necessidade de ação
preventiva dos G/E.
Vitória, sábado, 13
de dezembro de 2003.
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