sábado, 15 de abril de 2017


Os Choques de Instalação da Ecologia Cíclica

 

                            Como já vimos a EC, Ecologia Cíclica das mulheres, sendo o remédio para cura do dirigismo - doença masculina de sobreafirmação da direção e sentido, que é linear, SEMPRE para frente, de conquista de fronteiras, de ultrapassamentos, através dos venenos químicos que foram postos nas origens pela atividade de caça – nem porisso será julgado menos amargo pelos detentores unilaterais do poder, acreditando-se estes diminuídos quando forem impedidos de prosseguir rumo ao abismo. Pois até Tanatos, o princípio da morte, é gracioso para seus adeptos. O sadismo e o masoquismo só são doenças para aqueles que de fora julgam e não participam; evidentemente não são doenças para os que estão dentro. Os que destroem não se julgam destruidores, mas civilizadores, dando-se mutuamente estátuas e aplausos nos prêmios O Homem do Ano e coisas tais.

                            Com toda certeza a instalação 50/50 da EC não será fácil.

                            Os choques não se darão somente com as mulheres, pois a tendência é a da adesão dos homens. Na realidade, assim com as revoluções não vem dos dominados e sim de porção dos dominantes (vide as revoluções socioeconômicas: os dominados nunca se incomodam com o domínio; consulte as revoluções para ver que são sempre as elites que se põe à frente), a REVOLUÇÃO EC será feita inicialmente pelos homens e só depois contará com a adesão das mulheres. A guerra que se seguirá será TERRÍVEL GUERRA de homens, com mortos e feridos inevitáveis. Só depois o furor amansará, para sequencialmente a EC se tornar feminina, doce, tranquila. Sendo assim, vendo o favor que a EC fará ao mundo, preventivamente os governempresas devem cuidar de promover ampla e antecipadamente discussões que amenizem tal guerra, pois de outra forma teríamos muitos danos bilaterais dos dois grupos de homens (devemos pensar que, havendo quatro sexos, com pseudomachos do lado das fêmeas e pseudofêmeas do lado dos homens, os conflitos se alastrarão para os dois lados e atingirão progressivamente toda a humanidade em todos os conjuntos).

                            Os G/E devem estar cientes de que não podem poupar recursos no esfriamento dos conflitos, pois de outra forma será horrível de se ver, já que agora se trata de conflito terminal, não é mais como a coisa sem rumo de antes. Havendo nítida separação polar, os choques tendem a rebentar infinitamente, isto é, sem contemporização, sem refresco, indo até o fim. Não queremos tal fim, daí a necessidade de ação preventiva dos G/E.

                            Vitória, sábado, 13 de dezembro de 2003.

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